Fórmula 1

Colocado em dúvida pela FIA, GP do Brasil vai acontecer, diz organização

Ricardo Mazalan/AP
Imagem do GP do Brasil de 2015, no autódromo de Interlagos Imagem: Ricardo Mazalan/AP

Do UOL, em São Paulo

28/09/2016 18h18

A organização do Grande Prêmio do Brasil se manifestou por meio de nota oficial e se disse "surpreendida" com a divulgação do calendário da temporada 2017 da Fórmula 1, em que a prova no autódromo de Interlagos aparece como "sujeita a confirmação".

"Há um contrato em vigência até 2020 e que será cumprido rigorosamente, como sempre ocorreu nestes 45 anos", diz a nota.

A possibilidade de Interlagos deixar o calendário não é novidade. Apesar do contrato ter sido renovado há dois anos, o chefão da F-1, Bernie Ecclestone, tem pressionado a organização da prova, citando dificuldades financeiras e de estrutura.

Em março, a organização do GP do Brasil emitiu nota afirmando que "está seguindo à risca o projeto de reforma do autódromo de Interlagos" e que fechou com novos patrocinadores.

Além do GP do Brasil, mais duas provas aparecem como "sujeitas a confirmação" em 2017: o GP do Canadá, em Montreal, e o GP da Alemanha, em Hockenheim. Se todas as etapas forem realizadas, a temporada contará com as mesmas 21 provas de 2016, que foi a maior da história da categoria.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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