Fórmula 1

Além da barbatana de tubarão: carros da F-1 estão recheados de novidades

Mark Thompson/Getty Images
Williams é uma das equipes que têm usado a asa T Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

02/03/2017 04h00

Há quem diga que, se todos os carros da Fórmula 1 fossem pintados de branco, ninguém saberia diferenciá-los. Porém, mesmo que o grid não tenha mais carros completamente distintos como a Tyrrell de seis rodas, os testes da pré-temporada revelaram alguns detalhes curiosos.
Com a mudança de regulamento, o visual dos carros ficou mais agressivo e até as barbatanas de tubarão voltaram. Mas estas não são as únicas novidades.

A novidades que chamaram a atenção nos novos carros da F-1:

Dan Istitene/Getty Images
Asa T da Mercedes testada por Hamilton é dupla Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Asa T: As regras da F-1 não apenas definem as dimensões dos carros, como também funcionam como uma espécie de caixa imaginária na qual eles têm de caber. Neste ano, apesar da asa traseira ter sido abaixada, a área imaginária em que era possível adicionar carenagem não foi, dando a chance das equipes usarem mini-asas apoiadas em suas barbatanas de tubarão. Elas servem para diminuir o arrasto nas retas e, com isso, aumentar a eficiência da asa traseira.

Reprodução/Twitter
Os chamados sidepods da Ferrari são bastante diferentes Imagem: Reprodução/Twitter
 
Entradas de ar da Ferrari: uma área em que os engenheiros têm apostado é em pequenos túneis e ranhuras que, ajudados por aletas que agora podem ser colocadas mais livremente, ajudam no fluxo de ar do carro. E muita gente ainda está quebrando a cabeça para entender como tudo está interligado na Ferrari, um carro bastante complexo nesse sentido. O que mais chama a atenção é o formato destas aletas na região da entrada de ar do radiador, bastante diferente em relação aos rivais.

Reprodução/Twitter
Fim dos cortes coincide com o final da asa dianteira Imagem: Reprodução/Twitter

Asa dianteira da McLaren: Além da cor laranja, a equipe chamou a atenção pelo formato de sua asa dianteira, bem diferente dos rivais. No entanto, os orifícios na lateral do bico não são exatamente uma novidade para a McLaren, que já usava isso ano passado. Porém, ao invés dos três orifícios do carro de 2017, foi usado apenas um ano passado. Isso porque as novas regras fazem com que a asa dianteira tenha um desenho mais triangular. O conceito visa ajudar o fluxo de ar que passa por baixo do bico.

Reprodução
Formato de tridente é exclusivo da Force India Imagem: Reprodução

Bico tridente: A solução encontrada pela Force India não encontra muitos adeptos entre quem gosta de visuais mais harmônicos, mas a sua função é semelhante à da McLaren. O ar que entra por dentro do ‘tridente’ é direcionado para a parte de baixo do carro e traz ganhos aerodinâmicos. As diferenças de interpretação têm a ver com as filosofias distintas de cada equipe.

Reprodução
Dá para reconhecer a Red Bull pelo bico Imagem: Reprodução

Bico com buraco: foi o detalhe que mais atraiu a curiosidade de todos na Red Bull desde o lançamento do carro. O real propósito de uma abertura tão grande ainda não foi desvendado. As regras restringem o tamanho dessa abertura ao longo do bico, então acredita-se que ele vá diminuindo e alimentando pequenos túneis de refrigeração tanto para o cockpit, quanto para o eixo dianteiro. Outra função seria aerodinâmica, ajudando a ‘levantar’ o carro em determinadas situações.

A primeira semana de testes da Fórmula 1 termina nesta quinta-feira. Os carros voltam ao Circuito da Catalunha na semana que vem, por mais quatro dias. A temporada começa dia 26 de março, com o GP da Austrália.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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