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F-1 abre 2019 buscando ser pop com Netflix, novas regras e estreantes

Octane/Action Plus via Getty Images
Largada do GP da Austrália, em Melboune Imagem: Octane/Action Plus via Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Melbourne (Austrália)

2019-03-13T04:00:00

13/03/2019 04h00

Renovação é o tema da temporada de 2019 da Fórmula 1: entre os pilotos, mais da metade ou estão de casa nova, ou são estreantes; nos carros, mudanças aerodinâmicas buscam facilitar as ultrapassagens e movimentar mais as provas; nas regras, agora quem fizer a volta mais rápida também marca ponto; e, de quebra, a categoria tenta conquistar novos públicos se lançando no Netflix.

A série "F1: Dirigir para Viver", lançada na semana passada, dá acesso sem precedentes aos bastidores das equipes e tem sido bem recebida tanto pelos fãs da categoria, quanto entre aqueles que não são familiares ao esporte. A série faz parte da tática da Liberty Media, que assumiu o controle da F-1 no começo de 2017, de atrair uma audiência mais jovem. Tanto, que nos últimos dois anos, a categoria foi o campeonato que mais cresceu em termos de seguidores nas mídias sociais no mundo, reflexo de anos com plataformas digitais negligenciadas.

Mas o acesso maior a vídeos e aos bastidores não é a única diferença para esta temporada da Fórmula 1. Veja o que mais é novidade:

Dança das cadeiras foi animada para 2019

REUTERS/Albert Gea
Leclerc correrá pela Ferrari Imagem: REUTERS/Albert Gea

Onze dos 20 pilotos do grid ou trocaram de equipe, ou são estreantes, ainda que nenhum brasileiro esteja entre os titulares. As mudanças que chamam mais a atenção são a ida de Charles Leclerc, em sua segunda temporada e com apenas 21 anos, para a Ferrari, e a troca, por Daniel Ricciardo, da Red Bull para a Renault.

Ainda entre os ponteiros, Pierre Gasly ficou com a vaga de Ricciardo na Red Bull, e as maiores mudanças aconteceram do meio para o fim do pelotão: há dois pilotos de volta ao grid - Daniil Kvyat, pela Toro Rosso, e Robert Kubica, pela Williams - Kimi Raikkonen voltando para o time em que começou a carreira, hoje Alfa Romeo; Lance Stroll trocou a Williams pela Force India, Carlos Sainz saiu da Renault e foi para a McLaren e quatro pilotos fazendo sua primeira temporada na F-1.

Quem são os estreantes

Os três primeiros colocados do campeonato de Fórmula 2 do ano passado conseguiram vagas na F-1 neste ano. O campeão, George Russell, britânico de 21 anos e que é membro do programa da Mercedes, foi para a Williams. Já o badalado Lando Norris, também britânico, de 19 anos, ganhou o posto de titular da McLaren, com que tinha ligação nas categorias de base.

Já Alexander Albon, terceiro na F-2 ano passado, tem uma história um pouco diferente: nascido e criado na Inglaterra, mas correndo pela Tailândia, país de sua mãe, ele estava acertado para ir para a Fórmula E quando foi chamado de volta ao programa da Red Bull, do qual fora demitido anos antes.

E o quarto piloto que faz sua primeira temporada na F-1 é Antonio Giovinazzi, ex-piloto de testes da Ferrari. Ele será o primeiro italiano no grid desde que Vitantonio Liuzzi e Jarno Trulli deixaram a categoria, em 2011.

Equipes têm novos nomes

Não estranhe se você ouvir os nomes Racing Point ou Alfa Romeo na transmissão do GP da Austrália. Não são equipes novas, mas times que ganharam novos nomes. A Racing Point é a ex-Force India, comprada por Lawrence Stroll, pai de Lance Stroll. E a segunda é a Sauber, cujo novo nome vem da forte associação com a Ferrari.

O que tem de novidade nas regras

As asas dianteiras foram as que mais mudaram e agora estão bem mais simplificadas e um pouco maiores. Isso visa deixar o ar menos turbulento para o carro que vem atrás e, assim, facilitar as ultrapassagens. O mesmo princípio simplificou os dutos de freio e tornou as asas traseiras mais altas e largas.

Lars Baron/Getty Images
Imagem: Lars Baron/Getty Images

Um resultado direto dessa mudança de dimensões é o aumento do poder da asa traseira móvel, que ganha 25% em eficiência. Para evitar que as ultrapassagens fiquem fáceis demais em alguns circuitos, contudo, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) vai diminuir o comprimento das zonas em que o DRS pode ser ativado.

Outras mudanças são o aumento da quantidade de combustível permitido, para permitir que os carros forcem mais ao longo da corrida, e a distribuição de um ponto para quem fizer a volta mais rápida - contanto que o piloto termine dentro do top 10. Além disso, os pilotos ganharam uma "folga" em relação ao peso mínimo do conjunto carro + piloto.

O calendário, contudo, segue inalterado: a temporada começa neste final de semana, em Melbourne, na Austrália, e termina no primeiro final de semana de dezembro, em Abu Dhabi.