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Após final de 92, destaque do SP morreu novo; atacante do Vasco foi preso

Thiago Ribeiro/AGIF
Valdir Bigode chegou a assumir o Vasco interinamente Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Do UOL, em São Paulo (SP)

2019-01-23T14:33:41

23/01/2019 14h33

Depois de 27 anos, São Paulo e Vasco voltam a se encontrar em uma decisão de Copa São Paulo. Nesta sexta-feira (25), os dois times disputarão a final de um dos torneios mais tradicionais das categorias de base e reviverão uma história de quase três décadas, quando os vascaínos conquistaram a Copinha nos pênaltis (5 a 3). Naquela decisão, ambos os times contaram com nomes promissores e importantes do futebol brasileiro na década de 1990.

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Do lado do Vasco, Valdir anotou o gol no empate por 1 a 1 e terminou como o artilheiro da edição de 1992 da Copinha; posteriormente, virou Bigode e uma referência do clube do Rio de Janeiro até os dias de hoje. O time carioca ainda contava com o lateral direito Pimentel e o volante Leandro Ávila.

Já o São Paulo vice-campeão possuía nomes como Pavão, Doriva e Catê no elenco. Alguns atletas começaram a carreira profissional de maneira vitoriosa sob o comando de Telê Santana, acumulando títulos de Libertadores e de Mundial.

Mas, afinal, o que se passou com alguns dos protagonistas daqueles dois times quase 30 anos depois. Confira logo abaixo:

Valdir Bigode

A revelação goleadora da Copinha se tornou um dos atacantes mais importantes do futebol brasileiro nos anos 1990. Valdir manteve a relação íntima com o Vasco durante a carreira e depois de pendurar as chuteiras. O ex-atacante chegou a assumir o clube como treinador-interino no ano passado. Em dezembro, no entanto, o presidente Alexandre Campello optou por tirar o "Bigode" do posto de auxiliar-técnico cruz-maltino.

Catê

Arquivo Folha
Catê morreu em acidente de automóvel no ano de 2011 Imagem: Arquivo Folha

Atacante promissor e campeão mundial pelo São Paulo em 1992, mesmo ano do vice da Copinha, se tornou treinador depois de se aposentar no ano de 2008. Em 27 de dezembro de 2011, o atleta titular na decisão da Copinha contra o Vasco sofreu um acidente fatal e morreu no Rio Grande do Sul. O carro guiado pelo ex-são-paulino bateu de frente com um caminhão no município gaúcho de Ipê, e Catê não resistiu aos ferimentos.

Alexandre

Tratado como um "goleiro muito melhor do que Rogério Ceni" pelo próprio ídolo do São Paulo em sua biografia ('Maioridade Penal'), Alexandre também teve um fim trágico. Já reserva de Zetti no ano em que terminou com o vice da Copinha, o goleiro era destinado a assumir a titularidade do clube tricolor no início da década de 1990. Pouco depois do título da Copa Libertadores de 1992, um acidente na rodovia Castelo Branco tirou a vida do então atleta de apenas 20 anos.

Hernande

Arquivo pessoal
Hernande cumpriu pena em Bangu I após atropelar quatro pessoas Imagem: Arquivo pessoal

Parceiro de Valdir Bigode no ataque vascaíno, Hernande foi mais uma promessa a sofrer com problemas fora dos gramados, que automaticamente prejudicaram a carreira como jogador de futebol. O ex-atacante se envolveu em um acidente no qual atropelou quatro pessoas e acabou preso em 1996 ao desembarcar no Rio de Janeiro, pouco depois de passar por testes na Alemanha. Foram três anos na prisão de Bangu I e a trajetória profissional interrompida. Ele ainda voltou ao esporte, mas sem o mesmo destaque.

Pimentel

O lateral direito seguiu carreira de sucesso depois de conquistar a Copinha com o Vasco. Pimentel jogou e foi campeão também por clubes como São Paulo, Flamengo e Palmeiras; com a camisa alviverde, por exemplo, levantou o troféu da Copa do Brasil e da Copa Mercosul de 1998. O ex-ala parou de jogar no meio da década passada e atualmente vê os filhos seguirem o mesmo caminho: o jovem Eric é tratado como promessa e joga na base vascaína.

Doriva

Miguel Schincariol/Estadão Conteúdo
Doriva trabalhou como técnico do São Paulo Imagem: Miguel Schincariol/Estadão Conteúdo

Campeão brasileiro, da Libertadores e da Copa Intercontinental com a camisa tricolor, o ex-volante do São Paulo e da seleção brasileira se manteve no futebol depois de deixar a carreira de jogador. Doriva exerce a função de treinador e passou, inclusive, pelo clube do Morumbi no ano de 2015. O último trabalho foi na Ponte Preta, durante a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B em 2018.

Sérgio Baresi

Alex Carvalho/UOL
Sergio Baresi no comando do São Paulo Imagem: Alex Carvalho/UOL

Titular no time vice-campeão do São Paulo, Sergio Baresi permaneceu por anos na equipe do São Paulo. O ex-zagueiro dirigiu a equipe sub-20 do time tricolor e levantou o troféu da Copinha em 2010, ano da equipe de Lucas Moura (hoje no Tottenham). Atualmente trabalha na Florida, em um projeto de futebol.

Leandro Ávila

Gustavo Oliveira/Site Oficial do Atlético-PR
Leandro Ávila como interino do Atlhetico-PR no ano de 2014 Imagem: Gustavo Oliveira/Site Oficial do Atlético-PR

Assim como Sergio Baresi, o ex-volante vascaíno também trabalha como treinador nos dias de hoje. Há quase oito anos, Leandro Ávila comandou o Torreense na terceira divisão de Portugal. Já em 2004, ele assumiu como interino do Athletico-PR. No ano de 2017 se aventurou no Taurmã-AM, clube no qual permaneceu por apenas 45 dias em virtude da falta de condições de trabalho.

Mona 

Arquivo pessoal
Mona posta com o troféu da Libertadores; ele tentou virar político Imagem: Arquivo pessoal

Mona saiu da final da Copinha de 1992 como o único a perder a sua penalidade. O erro, contudo, não prejudicou a carreira do então jovem com a camisa do São Paulo. O meio-campista seguiu no clube e fez parte do 'expressinho' que conquistou a Copa Conmebol de 1994, atuando como titular em boa parte do torneio. Depois de deixar o time tricolor em 1996, passou por clubes de menor expressão como Araçatuba e Operário-SC, onde encerrou a carreira no ano de 2004. Tentou vaga na Câmara de Vereadores de Votorantim em 2008, mas não se elegeu.

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