Era de derrota para brasileiros mostra que 1 a 0 pro SPFC não é expressivo

Guilherme Palenzuela

Do UOL, em São Paulo

O São Paulo entra em campo nesta quarta-feira (18) contra o Atlético-MG, no Independência, em Belo Horizonte, e poderá igualar o melhor desempenho do clube na Copa Libertadores desde 2007. Para isso, o time de Edgardo Bauza se apoia na vitória por 1 a 0 conquistada na primeira partida pelas quartas de final, no Morumbi. Nos últimos anos, porém, tal resultado se voltou contra à equipe no torneio.

São sete eliminações na fase de mata-mata desde que o São Paulo foi campeão da Libertadores pela última vez, em 2005. Neste período, em três dos sete casos a equipe havia vencido a primeira partida por 1 a 0, no Morumbi, quando foi eliminada. Aconteceu assim no ano passado, por exemplo, quando venceu o Cruzeiro e perdeu pelo mesmo placar no Mineirão e, posteriormente, na disputa por pênaltis.

Em 2007 e 2008, sob o comando de Muricy Ramalho, aconteceu o mesmo. No primeiro, vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio no Morumbi, pelas oitavas de final, e derrota por 2 a 0 no jogo de volta, em Porto Alegre. No ano seguinte, vitória pelo mesmo placar sobre o Fluminense, e derrota por 3 a 1 no Maracanã.

Não houve nenhum outro momento desde o título de 2005 em que o São Paulo ganhou o primeiro jogo em casa na fase de mata-mata da Libertadores por 1 a 0 e acabou vitorioso do confronto. Nas três ocasiões em que isso aconteceu, o clube acabou eliminado.

Para superar o Atlético-MG, basta ao São Paulo segurar qualquer empate ou até perder por um gol de diferença desde que marque gols em Belo Horizonte – se for derrotado por 2 a 1, por exemplo, avançará às semifinais pelo critério de desempate do gol fora de casa.

Se avançar à semifinal, o São Paulo igualará a melhor marca do clube desde a derrota para o Internacional na final da Libertadores de 2006. A última grande campanha ocorreu em 2010, sob o comando de Ricardo Gomes, quando o time superou o Cruzeiro nas quartas de final e foi derrotado na semifinal pelo mesmo Internacional – desde o fim da campanha de 2006, essa foi a única edição na qual o time ficou entre os quatro melhores da competição.

A sina que aflige o são-paulino desde o terceiro título do continente é ser eliminado por clubes brasileiros. O São Paulo caiu para clubes compatriotas nas últimas sete eliminações, desde 2006. Caso desbanque o Atlético-MG, já terá quebrado tal tabu, pois todos os outros clubes brasileiros já foram eliminados – Atlético Nacional (COL) e Rosário Central (ARG) fazem a outra quartas de final, e do outro lado da tabela estão Nacional (URU), Boca Juniors (ARG), Pumas (MEX) e Independiente Del Valle (ECU).

Edgardo Bauza definiu na segunda-feira o time titular que mandará a campo no Independência e contrariou o que fez nos últimos dois jogos fora de casa na competição: não colocará Paulo Henrique Ganso no banco. A novidade foi a volta de Michel Bastos ao time, que ficou assim no último treino realizado no CT da Barra Funda: Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Thiago Mendes e Hudson; Kelvin, Ganso e Michel Bastos; Calleri. Nesta terça-feira a delegação viaja a Belo Horizonte e treina no estádio da partida.

Ainda na segunda-feira o São Paulo recebeu a novidade positiva que poderá contar com o argentino Ricardo Centurión no jogo de volta de uma eventual semifinal. A Conmebol contrariou o próprio código disciplinar e aplicou apenas três partidas de suspensão ao jogador, expulso por cuspir contra um adversário no México, na partida contra o Toluca – a entidade prevê pena específica para o caso, com gancho mínimo de seis partidas. 

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