Cruzeiro vê Dedé ser expulso de novo, empata com Boca e cai na Libertadores

Enrico Bruno e Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Pedro Vale/AGIF

    Arrascaeta tenta se livrar da marcação durante partida entre Cruzeiro e Boca Juniors

    Arrascaeta tenta se livrar da marcação durante partida entre Cruzeiro e Boca Juniors

Em partida com nova expulsão de Dedé, o Cruzeiro está eliminado da Copa Libertadores da América. O empate por 1 a 1, com gols de Sassá e Pavón, no Mineirão, na noite desta quinta-feira (4), não foi suficiente para garantir o time na semifinal do torneio continental. O Boca Juniors, da Argentina, é quem avança para enfrentar o Palmeiras na próxima fase.

Veja os melhores momentos e os gols da partida

A classificação dos hermanos ocorre devido ao resultado obtido na partida de ida. Os xeneizes venceram por 2 a 0 o primeiro confronto ocorrido na Bombonera. Na ocasião, houve uma expulsão controversa de Dedé. Apesar disso, o zagueiro foi liberado pela Conmebol para jogar a partida de volta e novamente expulso. O Cruzeiro ainda luta pela taça da Copa do Brasil. O time enfrentará o Corinthians nesta competição de mata-mata.

O melhor: pedido desde o 1º tempo, Sassá entra e marca no primeiro toque

Pedro Vale/AGIF
Escolhido por Mano Menezes para ficar no banco de reservas, Sassá foi pedido por parte da torcida que compareceu ao Mineirão ainda no primeiro tempo da partida. A necessidade de fazer um gol fez com que o atacante aparecesse entre os solicitados pela torcida. O treinador, no entanto, não acatou ao pedido dos cruzeirenses de forma imediata. A exigência só foi atendida aos 13 minutos do 2º tempo. O atacante entrou na vaga de Lucas Silva e, em seu primeiro toque na bola, estufou a rede de Rossi.

O pior: Disperso, Lucas Silva erra muitos passes e deixa o gramado

Lucas Silva não fez uma boa partida na noite desta quinta-feira. Disperso em campo, o volante que pertence ao Real Madrid falhou na criação de jogadas e também em passes no setor. O fato acabou culminando em sua alteração no intervalo da partida. Ele deixou o campo nos minutos iniciais do segundo tempo para a entrada de Sassá.

Ábila dá assistência e acaba com a esperança do Cruzeiro no Mineirão

Pedro Vilela/Getty Images
O desvio de Ramón Ábila em um chutão da defesa fez o Cruzeiro perder todas as chances de chegar à semifinal da Copa Libertadores da América. Ele desviou um lançamento da defesa para Pavón aparecer nas costas de Léo e estufar a rede de Fábio.

Personagem da ida, Dedé protagoniza lance polêmico e é expulso de novo

REUTERS/Washington Alves
Expulso por falta em Andrada, goleiro do Boca Juniors que se lesionou, na ida, Dedé voltou a protagonizar um lance polêmico na partida de volta. O zagueiro entrou com o pé muito alto para dividir uma bola aérea com Rossi, arqueiro reserva do time argentino, e na sequência Hernán Barcos estufou a rede. A arbitragem marcou falta do Mito na jogada e irritou os torcedores e jogadores do Cruzeiro. No segundo tempo da partida, o jogador recebeu dois cartões amarelos e foi novamente expulso. Ele se revoltou com a situação, mas acabou saindo de campo.

Cruzeiro dá apenas um chute a gol nos 45 minutos iniciais

Pedro Vale/AGIF
Além do gol anulado de Barcos, o Cruzeiro só deu um chute ao gol de Rossi no primeiro tempo do confronto. Foi Lucas Silva quem levou perigo à meta do adversário no confronto. O volante arriscou da intermediária e, por pouco, não acertou o ângulo direito do Boca Juniors. O goleiro, no entanto, afastou o perigo com um tapa para escanteio.

Boca aposta em contra-ataques nas costas de Egídio

Com liberdade para atacar pelo lado direito do ataque, o Boca aproveitou a brecha nas costas de Egídio para criar lances de perigo. Villa foi bastante utilizado neste setor do campo para criar oportunidades. Ele, no entanto, vacilou no momento de criar as jogadas para que o time deixasse a sua marca. As jogadas foram todas armadas em contragolpes.

Gol anulado gera revolta de cruzeirenses no intervalo

AP Photo/Eugenio Savio
Hernán Barcos balançou a rede de Rossi nos últimos minutos do primeiro tempo. No entanto, o árbitro da partida, o uruguaio Andrés Cunha, assinalou falta de Dedé no goleiro do Boca Juniors antes da conclusão do camisa 28. O fato gerou revolta dos atletas do Cruzeiro. A maioria foi na direção do trio de arbitragem ao fim da etapa inicial para se queixar do lance. Até Mano Menezes, técnico da Raposa, foi ao meio de campo para falar sobre a jogada.

Cruzeiro repete final do Mineiro e desce no meio da torcida

Pedro Vale/AGIF
Para sentir o calor da torcida, a diretoria do Cruzeiro aprovou a ideia de fazer os jogadores desembarcarem do ônibus no meio da torcida, como foi feito na decisão do estadual. Um por um, de atleta a presidente, todos desceram e seguiram a pé para os vestiários do estádio.

Boca faz cera desde o primeiro minuto e 'basta' do juiz só saiu aos 17

O Boca Juniors adotou a catimba desde a primeira volta do ponteiro. O maior responsável por ganhar segundos preciosos foi o goleiro Rossi, que levada de dez a quinze segundos para bater um tiro de meta. Somente aos 17 minutos, o árbitro Andrés Cunha deu um basta na situação e advertiu verbalmente o jogador. Mesmo assim, o coletivo também explorou bastante a cera. Duas bolasforam tocadas para dentro do campo por duas vezes, enquanto os arremessos laterais demoravam pelo menos dez segundos.

CRUZEIRO 1x1 BOCA JUNIORS

Motivo: jogo de volta, quartas de final da Libertadores
Data/Hora: 04/10/2018, às 21h45 (de Brasília)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Andrés Cunha (URU/FIFA)
Assistentes: Nicolás Tarán (URU) e Mauricio Espinosa (URU)

GOL: Sassá, 12'2ºT (1-0); Pavón, 49'/2ºT (1-1)
Cartões amarelos: Egídio, Dedé, Rafael (CRU), Pérez, Pavón (BOCA)
Cartão vermelho: Dedé (CRU)
Público/Renda: 48.925 pagantes/56.791 presentes/R$2.652.600,00.

CRUZEIRO: Fábio; Edílson, Leo, Dedé e Egídio; Henrique, Lucas Silva (Sassá, 11'2ºT); Thiago Neves, Robinho e Arrascaeta (Rafinha, 30'2ºT); Barcos (Raniel, 19'2ºT). Técnico: Mano Menezes.

BOCA JUNIORS: Rossi; Buffarini, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nandéz, Barrios e Pablo Pérez (Fernando Gago, 27'2ºT); Villa (Cardona, 41'2ºT), Zárate (Ramón Ábila, 34'2ºT) e Pavón. Técnico: Guillermo Schelotto.

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