Scarpa? Fabiano? Quem aproveitou a chance no Palmeiras e quem não convenceu

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

A derrota para o São Caetano por 1 a 0 na última segunda-feira (5), no Allianz Parque, foi um teste para os jogadores reservas do Palmeiras, mas nem todos passaram. O técnico Roger Machado pediu que eles "colocassem uma dúvida" em sua cabeça, mas, mesmo descontando os problemas coletivos decorrentes das falhas de entrosamento, alguns atletas deixaram a desejar tanto tecnicamente quanto na postura em campo.

O maior ponto positivo foi Alejandro Guerra, que novamente correspondeu bem ao ser escalado como titular. Em uma função de centroavante à qual está pouco acostumado, ele correu bastante no primeiro tempo e abriu espaço para os colegas, mas pegou pouco na bola. No segundo tempo, de volta ao meio-campo, o venezuelano cresceu de produção e criou as melhores chances do Palmeiras.

Outro que pode considerar ter passado no teste é Bruno Henrique. Após fazer dois gols contra o Junior Barranquilla na estreia da Libertadores, o volante voltou a jogar bem, chegou à frente com perigo e mostrou que é alternativa segura para Roger.

Já Gustavo Scarpa, que fez sua estreia como titular, fez partida bastante irregular. Errou quase todas as principais jogadas que tentou, como dois passes que resultariam em grandes chances para o Palmeiras no contra-ataque e uma cobrança de falta já nos acréscimos. Melhorou um pouco no segundo tempo, mas chegou a despertar irritação de parte da torcida.

No segundo tempo, Moisés mostrou que está readquirindo o ritmo de jogo e melhorou a distribuição de jogadas do Palmeiras ao entrar. Já o garoto Papagaio, centroavante, fez sua estreia entre os profissionais e mostrou muita raça, mas teve poucas chances de participar do jogo.

Os destaques negativos ficaram por conta da defesa. O lateral Fabiano e os zagueiros Luan e Juninho, todos fazendo seu primeiro jogo no ano, não inspiraram confiança e permitiram finalizações sem marcação do São Caetano. O mais visado foi Fabiano, que falhou no tempo de bola no lance do gol e passou a ser vaiado por uma parcela dos torcedores no decorrer do jogo. Tchê Tchê, no meio-campo, também teve atuação burocrática e foi substituído.

"Evidentemente a gente tem que tentar diminuir essa questão coletiva em função do entrosamento", disse Roger. "Mas questões táticas individuais, de comportamento, de atitude dentro de campo, como se comporta com resultado adverso, com vaia do torcedor, desejando que fizesse uma substituição ou outra, a impaciência do torcedor, que é compreensível... isso tudo faz com que a gente tenha algumas avaliações".

O treinador não quis citar os nomes que ele considerou terem ido bem ou mal, mas fez algumas observações. Elogiou a partida de Guerra e destacou a participação de Scarpa, que, se tecnicamente não teve uma noite das mais felizes, pelo menos suportou os 90 minutos e tentou ajudar com chutes de longe e bolas paradas.

Os titulares voltarão ao time no clássico desta quinta-feira (8), contra o São Paulo, novamente no Allianz Parque. Roger sabe que precisa de uma vitória para esfriar uma possível pressão - já são quatro jogos sem ganhar no Paulistão. Ainda assim, o técnico aprovou a oportunidade de experimentar com um time alternativo, pensando em situações que podem aparecer ao longo da temporada.

"Tenho que analisar coletivamente, contextualizando a falta de entrosamento, mas posso analisar técnica e taticamente alguns jogadores que eu vejo como alternativa. Algumas coisas me satisfizeram e outras, nem tanto. Coletivamente, tenho que entender que não vai ter entrosamento como você vem jogando junto, mas individualmente já fiz algumas observações importantes", concluiu.

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