Mauricio Stycer

Galvão surta com gol suíço: "É a desmoralização do árbitro de vídeo!"

Shaun Botterill/REMOTE/Getty Images
Steven Zuber cabeceia a bola e empata o jogo para a Suíça contra o Brasil na Copa do Mundo de 2018 Imagem: Shaun Botterill/REMOTE/Getty Images
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Colunista do UOL

17/06/2018 16h55

Era dia de estreia do Brasil na Copa, mas Galvão Bueno estava fazendo uma narração surpreendentemente sóbria e tranquila na Globo. Estava gostando do Brasil, que vencia por 1 a 0, e era só elogios para a seleção. “Copa do Mundo é o maior barato, ainda mais quando o time começa jogando bem”, chegou a festejar.

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Até que, aos 5 minutos do segundo tempo, Zuber empatou a partida, de cabeça, após um escanteio. Ao rever o lance, que mostra um empurrão do atacante no zagueiro Miranda, Galvão perdeu a cabeça.

"Seu juiz, vai olhar! Pra que tem árbitro de vídeo? Tem que ver. Tem que olhar", começou. "É a desmoralização do árbitro de vídeo. É a desmoralização do árbitro de vídeo", decretou. "E por que o italiano árbitro de vídeo não fala pra ele?".

E prosseguiu: "Muito estranho ninguém ter subido (no lance). Exatamente o Miranda que tinha que subir. Foi empurrado com as duas mãos nas costas pelo Zuber. Eu tô dizendo... Esse negócio de árbitro de vídeo vai dar lambança na Copa do Mundo. Já ajudaram a França, agora prejudicaram  Brasil".

Após um suposto pênalti não marcado a favor da seleção em Gabriel Jesus, o comentarista de arbitragem da Globo, Arnaldo Cezar Coelho, colocou mais lenha na fogueira ao observar: "O Brasil tá sem força na Fifa, não tem ninguém na Comissão de Arbitragem".

A partir de então, Galvão só teve olhos para o árbitro da partida, o mexicano Cesar Ramos. "Ele é ruim mesmo". E seguiu com a sua cruzada contra o sistema de árbitro de vídeo: "Pra que existe o tal arbitro de vídeo? Eu estou dizendo isso há meses e meses. É um blefe!".

O gol da Suíça fez Galvão voltar a ser Galvão. Nervoso, passou a repetir os seus bordões mais tradicionais (“o jogo começa a ficar dramático”, “haja coração!”), mas evitou criticas mais duras à seleção brasileira ou ao técnico Tite.

No fim da partida, observou que esperava mais de Neymar. "Está faltando o seu lance", disse. E lamentou o excesso de passes errados. "Talvez um pouco de angústia pelo resultado", justificou. E encerrou reclamando mais uma vez do árbitro de vídeo: "Não tô entendendo pra que serve".

"O Brasil lutou muito pela vitória", disse o narrador após o apito final. "Fica sempre um pouco de frustração. Mas é sempre bom lembrar: a Espanha começou com derrota pra Suíça e foi campeã em 2010". Verdade.

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