Argentina

Argentina insiste em goleiro reserva de novo e, desta vez, paga o preço

Elsa/Getty Images
Willy Caballero lamenta falha que resultou no gol da Croácia diante da Argentina, em jogo pelo Grupo D da Copa do Mundo de 2018 Imagem: Elsa/Getty Images

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/06/2018 17h15

Se a Argentina chega à última rodada da primeira fase da Copa do Mundo com sérios riscos de ser eliminada, isso passa pela escolha de Wlly Caballero como goleiro titular após a lesão de Sergio Romero. Começou com a atuação questionável no gol de empate da Islândia na estreia. Terminou com uma falha grotesca nesta quinta-feira, contra a Croácia, que venceu por 3 a 0. O arqueiro de 36 anos escancarou um erro de planejamento na seleção e reforçou um histórico de fragilidade enorme debaixo das traves.

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São cinco anos seguidos em que a Argentina aposta em um goleiro que é reserva em seu clube para ser titular na seleção. Essa opção é vista como algo arriscado, diante da necessidade dos arqueiros em ter ritmo de jogo. Na temporada europeia que passou, Caballero atuou só 13 vezes. A última vez em que o veterano foi titular fixo na carreira foi na temporada 2013/14, quando defendia o Málaga e fez 39 partidas. Há dois anos, no Manchester City, chegou a ganhar vaga ao longo das competições e começou 27 jogos.

Essa falta de ritmo já era um problema para o titular original dos argentinos. Romero, que se machucou na preparação para o Mundial na Rússia, não é o goleiro principal de um clube desde 2012/13, quando jogou 33 vezes pela Sampdoria. No Manchester United, 38 partidas em três anos. No Monaco, às vésperas da Copa de 2014, fez nove jogos. "Chiquito", como é chamado, superou esse histórico com uma atuação muito regular no Brasil, incluindo pênaltis defendidos na semifinal contra a Holanda. Mas nunca foi unanimidade. 

Nem mesmo quando era titular do modesto AZ Alkmaar, da Holanda, e foi escolhido por Diego Maradona para ser o goleiro da Argentina na Copa de 2010. Ficou marcado pela goleada por 4 a 0 sobre a Alemanha, por mais que não houvesse muito o que fazer diante do atropelamento dos europeus. 

Os mais revoltados esbravejam que não há goleiro unânime no país desde Carlos Roa, titular no Mundial de 1998, na França. Em 2002, quando a seleção foi eliminada na primeira fase, Pablo Cavallero também foi contestado. Em 2006, Roberto Abbondanzieri não repetiu as boas atuações dos tempos de Boca Juniors e ainda saiu machucado nas quartas de final contra a Alemanha. Seu reserva, Leo Franco, entrou mal, levou o gol de empate e foi ridicularizado pela atuação na disputa de pênaltis por nem se aproximar dos chutes alemães.

A insistência em reservas pode soar como um apego ao passado. Sergio Goycoechea era suplente quando chegou à Copa de 1990. Tanto na carreira de clubes como na própria seleção. Nery Pumpido era o primeiro goleiro, mas se machucou na fase de grupos e viu o reserva se tornar herói, principalmente pelos pênaltis defendidos contra a Itália. 

Se o fator principal dessas apostas fosse a confiança e Romero não tivesse se lesionado a justificativa seria plausível e haveria créditos para o arqueiro pelo Mundial de 2014. Mas, com Caballero, Jorge Sampaoli ficou ainda mais exposto. Suas escolhas questionáveis a cada partida o tornaram inimigo número um da imprensa argentina e até de ídolos como Maradona. E não faltou aviso sobre o goleiro.

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