Copa 2018

Polônia tenta honrar Lewandowski contra um Japão obrigado a se reinventar

AFP / BENJAMIN CREMEL
Imagem: AFP / BENJAMIN CREMEL

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

27/06/2018 21h00

Uma das surpresas desta Copa do Mundo, a seleção japonesa será obrigada a mudar de estilo nesta quinta-feira (28), se quiser conquistar uma vitória simples sobre a já eliminada Polônia para ir às oitavas de final. Do lado europeu, Lewandowski tenta se despedir de forma honrosa de seu primeiro (e talvez único) Mundial.

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A partida começa às 11 horas (de Brasília) na Arena Volgogrado, momento para o qual a previsão do tempo indica 35 ºC. A temperatura alta deve influenciar na estratégia do Japão, um time coletivo que correu muito para se dar bem nas partidas anteriores. “Vamos segurar a bola e nos mover; somos rápidos. Mas estará calor e talvez seja difícil correr como nos últimos jogos”, admite o técnico Akira  Nishino.

A velocidade é marca registrada dos japoneses, e nesta Copa não foi diferente: vários contra-ataques contra Colômbia e Senegal. O treinador espera que as condições não influenciem tanto no duelo contra a Polônia, mas adianta que “todos os jogadores estão cansados” e diz levar isso em consideração na escalação.

AP Photo/Eugene Hoshiko
Acostumados a correr demais, japoneses terão que dosar o ritmo no calor de Volgogrado Imagem: AP Photo/Eugene Hoshiko


Ao Japão, qualquer vitória basta para garantir lugar nas oitavas. Mas os erros defensivos cometidos até aqui preocupam, ainda mais tendo Lewandowski pela frente. Mas a verdade é que o atacante polonês, apesar do respeito que demanda, tem mostrado pouco daquilo que fez pelo Bayern de Munique na temporada europeia (41 gols) ou mesmo durante as Eliminatórias para a Copa (16 gols em dez jogos).

Além do mau desempenho, o camisa 9 polonês ainda criou mal-entendido após a derrota para a Colômbia, na qual declarou ter lutado como pôde apesar da “pouquíssima qualidade” de sua seleção. A fala não caiu bem entre torcedores e imprensa, mas o meia  Kuba  Blaszczykowski jura que a resposta individualista de Lewandowski “não mudou em nada a atmosfera da seleção”.

Tomando o testemunho como verdade, a Polônia ainda tem no centroavante seu líder e maior jogador, o que a motivaria a lhe dar ao menos um prêmio de consolação nesta Copa do Mundo: um gol. Seria repetir Mo Salah e Guerrero, por exemplo, atacantes que se despediram do torneio balançando a rede por Egito e Peru, respectivamente. “Queremos vencer por nossos torcedores, que sempre nos apoiaram. Queremos provar que não estamos aqui por acidente”, planeja Lewandowski.

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