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Copa 2018


Em jogo ruim de Modric, Croácia bate Dinamarca nos pênaltis e pega a Rússia

Do UOL, em São Paulo

01/07/2018 17h46

O início da partida foi eletrizante e teve gols-relâmpago nos primeiros três minutos, mas o ritmo logo se tornou lento. Mesmo assim, após empate por 1 a 1 nos 120 minutos, a Croácia venceu a Dinamarca nos pênaltis por 3 a 2 neste domingo (1), avançou para as quartas e será adversária da Rússia.

Assista aos gols de Croácia 1 (3) x (2) 1 Dinamarca

Subasic defendeu a bola de Eriksen, mas Schmeichel também evitou o gol de Badelj. Kjaer e Krohn-Dehli converteram para a Dinamarca, assim como fizeram Kramaric e Modric para a Croácia. Pivaric perdeu, mas as defesas nos pênaltis de Schone e N. Jorgensen deram a vantagem para os croatas. Nos pés de Rakitic, a Croácia acertou a última e se classificou.

Modric converteu sua cobrança mas, com bola rolando, criou muito pouco e não correspondeu às expectativas em torno de seu futebol. Para piorar, ainda perdeu um pênalti na metade do segundo tempo da prorrogação e fez com que a decisão fosse para as penalidades.

Com a vitória da Rússia nos pênaltis sobre a Espanha, em partida que ocorreu mais cedo neste domingo, a ida da seleção anfitriã às quartas de final é vista como um grande feito. O confronto entre Rússia e Croácia acontece no sábado (7), às 15h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Fisht, em Sochi.

O melhor: Mandzukic

Darren Staples/Reuters
Imagem: Darren Staples/Reuters

Não que o título de "melhor em campo" signifique muita coisa em um jogo morno, mas o atacante foi a estrela que Modric não conseguiu ser. Mostrando seu habitual senso de oportunismo, Mandzukic selou o empate logo no início do jogo e foi um dos jogadores mais ativos ofensivamente. Só não participou nas penalidades porque já havia sido tirado de campo por cansaço.

O pior: Modric

Carlos Barria/Reuters
Imagem: Carlos Barria/Reuters

Modric já tinha se mostrado apagado durante toda a partida, mas ainda perdeu pênalti no segundo tempo da prorrogação e, para o bem e para o mal, atuou como um termômetro da equipe. A boa marcação sobre ele durante toda a partida expôs a grande dificuldade da Croácia em criar espaços sem seu principal armador.

Rakitic ainda chegou a levar perigo com dois chutes, mas Modric nada criou. Com ele cercado, faltava ao time o poder de investir pelos lados do campo, onde atuam Rebic e Perisic, mas os jogadores menos badalados não conseguiram mostrar o suficiente.

Schmeichel sob os olhos do pai

Gregorio Borgia/AP
Imagem: Gregorio Borgia/AP

Observado de perto por seu pai, que é ninguém menos que o ex-goleiro Peter Schmeichel, Kasper Schmeichel teve mais uma atuação interessante sob a meta da Dinamarca.

Foi bem ao defender o pênalti de Modric na prorrogação e outras duas cobranças na decisão por penalidades, mas, apesar da vibração de seu pai, vai para casa antes do que sugeria o sonho dinamarquês.

Jogo tem início frenético

Damir Sagolj/Reuters
Imagem: Damir Sagolj/Reuters

Se alguém cochilou nos três primeiros minutos do jogo, perdeu um início mais que frenético. Dentre os 16 classificados para as oitavas, a Dinamarca teve o pior ataque da fase de grupos, mas isso não impediu a equipe de abrir o placar com M. Jorgensen logo aos 50 segundos.

Mas a Croácia, que foi a segunda equipe mais letal da primeira fase, empatou menos de dois minutos depois. A bola sobrou na área após cruzamento, e, aos trancos e barrancos, Mandzukic tocou para o gol.

Foram dois lances de puro oportunismo, mas que também podem ser vistos como falhas defensivas. Enquanto o goleiro Subasic errou por não ter afastado a bola no primeiro gol, os dinamarqueses sofreram justamente por terem tentado um corte no desespero.

Mas depois adormece

Alex Livesey/Getty Images
Imagem: Alex Livesey/Getty Images

O começo gerou expectativa de uma partida eletrizante, mas o torcedor que assistiu ao restante do jogo pode estar arrependido por não ter descansado no domingo. Com a exceção de poucas jogadas, os outros 87 minutos de tempo normal estiveram em banho-maria, assim como os 30 de prorrogação.

A grande exceção foi um momento de enorme bobeada da defesa da Dinamarca, que pareceu ter entrado em sono profundo. Aos oito do segundo tempo da prorrogação, Rebic recebeu livre e driblou Schmeichel, mas foi atropelado por Jorgensen e ganhou o pênalti que Modric viria a desperdiçar.

Além disso, destacaram-se um belo chute de Rakitic para a defesa de Schmeichel, em lance que ainda teve furada e erro de Perisic no rebote, e uma tentativa de cruzamento de Eriksen que bateu na junção da trave com o travessão e, por pouco, não foi direto para o gol.

Pênalti não marcado?

Robert Cianflone - FIFA/FIFA via Getty Images
Imagem: Robert Cianflone - FIFA/FIFA via Getty Images

A reclamação foi grande, mas o árbitro Nestor Pitana, da Argentina, gesticulou e disse “nada, nada” quando Mandzukic pareceu ter sido derrubado por Knudsen dentro da área aos 19 do primeiro tempo.

Estratégia discutível

Max Rossi/Reuters
Imagem: Max Rossi/Reuters

Depois de segurar a França em um empate por 0 a 0, o técnico da Dinamarca defendeu a estratégia de sua equipe. “Seria estúpido sair e atacar”, disse Age Hareide. A abordagem contra a Croácia mostrou menos medo, mas decepcionou mais.

A Dinamarca entrou em campo disposta a surpreender a seleção adversária, e assim o fez com o gol de M. Jorgensen. Mas a fragilidade defensiva mostrada no empate quase imediato também contrariou a filosofia de defesa perfeita.

No entanto, o fato de que não houve uma retranca propriamente dita não chega a ser um elogio, já que os dois lados não mostraram eficiência. Os ataques eram interrompidos por erros de passe das próprias seleções.

Presença ilustre

Além de Peter Schmeichel, outro a marcar presença no Estádio de Nijni Novgorod foi Davor Suker, presidente da Federação Croata de Futebol, artilheiro da Copa do Mundo de 1998 e visto por muitos como o maior jogador da história da Croácia.

FICHA TÉCNICA
CROÁCIA 1 (3) X (2) 1 DINAMARCA

Data e hora: 1 de julho de 2018, às 21h
Local: Estádio de Nijni Novgorod (Rússia)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Auxiliares: Hernan Maidana e Juan Pablo Belatti (ambos da Argentina)
Cartões amarelos: M. Jorgensen (Dinamarca)
Gols: Mandzukic (3'/1ºT) (Croácia); M. Jorgensen (1'/1ºT) (Dinamarca)

CROÁCIA: Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric); Rakitic, Brozovic (Kovacic), Rebic, Modric e Perisic (Kramaric); Mandzukic (Badelj)
Técnico: Zlatko Dalic

DINAMARCA: Schmeichel; Knudsen, Kjaer, M. Jorgensen e Dalsgaard; Christensen (Schone), Delaney (Krohn-Dehli) e Eriksen; Yurary, Cornelius (N. Jorgensen) e Braithwaite (Sisto)
Técnico: Age Hareide

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