Copa 2018

Rússia segura pressão, elimina Espanha nos pênaltis e vai às quartas

Do UOL, em São Paulo

01/07/2018 13h41

A Rússia sofreu, se fechou totalmente na defesa e conseguiu eliminar a favorita Espanha nos pênaltis neste domingo (1), nas oitavas de final da Copa do Mundo em Moscou. Após um empate por 1 a 1 em 120 minutos, com gols de Ignashevich, contra, e Dzyuba, de pênalti, a equipe da casa levou a melhor nas penalidades por 4 a 3.

- Veja os gols da partida entre Rússia e Espanha

Os russos acertaram suas quatro cobranças, com Smolov, Ignashevich, Golovin e Cheryshev balançando as redes. Já a Espanha converteu com Iniesta, Piqué e Sergio Ramos, mas Koke e Iago Aspas pararam em defesas do goleiro Akinfeev.

A Espanha dominou completamente a posse de bola e passou praticamente o jogo todo no campo de ataque, mas teve muitas dificuldades para criar chances claras diante de uma forte retranca russa. Os donos da casa ofereceram pouco na frente, mas chegaram ao gol após um vacilo de Piqué e conseguiram levar o jogo para os pênaltis.

Agora, a Rússia enfrentará a Croácia, que venceu a Dinamarca nos pênaltis neste domingo. O jogo das quartas de final acontece no próximo sábado (7), também às 15h, em Sochi.

O melhor: Akinfeev

Francisco Leong/AFP
Imagem: Francisco Leong/AFP

Todo o sistema defensivo russo foi muito bem coletivamente e conseguiu limitar as chances criadas pela Espanha. Mas quando os campeões de 2010 conseguiram achar algum espaço para finalizar, Akinfeev apareceu bem. O goleiro e capitão russo fez intervenções muito importantes em chutes de Asensio, Iniesta e Rodrigo. No gol espanhol, não teve culpa após o desvio de Ignashevich contra a própria meta. Por fim, brilhou nos pênaltis, com defesas nas batidas de Koke e Aspas.

O pior: Piqué

Lavandeira Jr./EFE
Imagem: Lavandeira Jr./EFE

Em um jogo no qual a Rússia praticamente não ofereceu perigo ofensivo, coube ao zagueiro do Barcelona proporcionar ao time da casa a melhor chance possível. Em uma cobrança de escanteio levantada na área, Piqué subiu para disputar de cabeça com as mãos erguidas. A bola acabou batendo em seu braço, e o juiz Bjorn Kuipers não teve dúvida ao marcar o pênalti, que Dzyuba converteu para empatar o jogo.

Técnicos surpreendem e deixam destaques no banco

Kai Pfaffenbach/Reuters
Imagem: Kai Pfaffenbach/Reuters

Tanto a Espanha quanto a Rússia vieram com surpresas em suas escalações. O técnico Fernando Hierro sacou Andrés Iniesta e apostou na juventude de Asensio, além de trocar o lateral Carvajal e o meia Thiago por Nacho e Koke, respectivamente. Iniesta só entrou no segundo tempo. Do outro lado, Stanislav Cherchesov tirou do time o artilheiro Denis Cheryshev para montar um sistema mais cauteloso, com três zagueiros. O defensor Kudryashov foi quem ganhou a vaga.

Gol contra bizarro tira o zero do placar

Oleg Nikishin/Getty Images
Imagem: Oleg Nikishin/Getty Images

A Espanha dominou a posse de bola, como esperado, mas abriu o placar com um gol nada convencional na bola parada. Após entrada forte de Zhirkov no joelho de Nacho, a falta foi cobrada na área e o veterano Ignashevich marcou um gol contra bizarro: agarrando Sergio Ramos na área e de costas para a jogada, ele mal pareceu perceber quando a bola bateu em seu tornozelo e entrou, enganando o goleiro Akinfeev.

Espanha tenta "cozinhar" o jogo, mas Rússia reage

Alberto Estévez/EFE
Imagem: Alberto Estévez/EFE

Depois de fazer 1 a 0, a Espanha passou a tocar a bola no campo de defesa e praticamente não arriscou mais nada no ataque. Com a Rússia hesitando em subir a marcação para pressionar, o jogo ficou sem emoções pela maior parte do primeiro tempo. Até que o time da casa conseguiu reagir: em cobrança de escanteio, Piqué subiu com as mãos para cima e a bola acertou seu braço. O árbitro Bjorn Kuipers marcou o pênalti, que Dzyuba converteu para igualar o marcador.

Espanhóis acordam depois do empate, mas param na retranca

Kirill Kudryavtsev/AFP
Imagem: Kirill Kudryavtsev/AFP

O gol de empate da Rússia fez a Espanha "acordar" de novo no jogo. Em vez de passes sem objetividade no meio, o time passou a acelerar as jogadas no campo ofensivo e agredir a área russa. Diego Costa teve chance ainda nos minutos finais do primeiro tempo, e a pressão continuou no começo do segundo, quando Alba e Isco tiveram oportunidades de finalizar. Na melhor de todas, já no final, Iniesta recebeu o pivô de Aspas e bateu forte, mas Akinfeev fez grande defesa. Apesar disso, o time da casa se segurou bem e conseguiu limitar as chances espanholas.

Prorrogação tem cansaço e substituições extras

Mladen Antonov/AFP
Imagem: Mladen Antonov/AFP

O 1 a 1 não saiu do placar no tempo normal, e o jogo manteve seu panorama na prorrogação: Espanha tentando construir e tendo dificuldades, Rússia se defendendo com 11 jogadores atrás da linha da bola e oferecendo quase nada ofensivamente. Com os jogadores dos dois lados sentindo o cansaço, o ritmo caiu. Mas a quarta substituição permitida no tempo extra, novidade nesta Copa do Mundo, injetou um pouco mais de ânimo na partida. O atacante Rodrigo entrou na Espanha e quase marcou após uma bonita arrancada, que terminou em chute defendido por Akinfeev.

FICHA TÉCNICA

Espanha 1 (3) x (4) 1 Rússia

Local: Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia)
Data: 01/07/2018
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)
Assistentes: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra (Holanda)

Gols: Ignashevich (contra), aos 11, e Dzyuba, aos 40 minutos do 1º tempo
Cartões amarelos: Piqué (Espanha); Kutepov e Zobnin (Rússia)

Espanha: De Gea; Nacho (Carvajal), Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets; Asensio (Rodrigo), Koke, David Silva (Iniesta) e Isco; Diego Costa (Aspas). Técnico: Fernando Hierro

Rússia: Akinfeev; Mário Fernandes, Kutepov, Ignashevich, Kudryashov e Zhirkov (Granat); Samedov (Cheryshev), Kuzyayev (Erokhin), Zobnin e Golovin; Dzyuba (Smolov). Técnico: Stanislav Cherchesov

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