Saiba o que levou Santos a "esconder" de Dorival a contratação de reforços

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

  • Divulgação/Santos FC

    Técnico encara rejeição de parte da diretoria por perda de vaga na Libertadores deste ano

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A pequena crise entre o técnico Dorival Júnior e a diretoria do Santos, revelada pelo UOL Esporte e confirmada pelo treinador na semana passada, não foi iniciada após as contratações de Maxi Rolón, ex-time B do Barcelona, da Espanha, e Luiz Felipe, ex-Paraná. Tudo começou no final do ano passado, mais precisamente em meio ao duelo entre a equipe santista e o Coritiba, válido pela antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro, em Curitiba.

Na ocasião, o presidente Modesto Roma discutiu por telefone com Dorival Júnior por causa da escalação da equipe. O motivo foi a ausência de todos os titulares na partida contra os paranaenses. O mandatário não concordou com a decisão do treinador que, por sua vez, reprovou o questionamento do dirigente.

Duas semanas depois, o Santos ficou de fora da Copa Libertadores da América por dois motivos: tropeçou com o time reserva na reta final do Brasileirão e perdeu o título da Copa do Brasil para o Palmeiras. A ausência na competição continental iniciou a desconfiança de parte da diretoria em relação ao trabalho de Dorival.

No entanto, parte do Conselho Gestor defende Dorival Júnior. Eles, inclusive, culpam dois dirigentes e mais alguns empresários de articularem a tese de que não se pode confiar nas decisões e escolhas de Dorival na Vila Belmiro. Segundo eles, a dupla já teria até outros nomes para o cargo: Vagner Mancini, o preferido, e Oswaldo de Oliveira, uma espécie de segunda opção. Por isso, a contratação de reforços sem o aval do técnico santista não foi um acaso.

Modesto também é alvo de críticas

Em contrapartida, existe também no clube o grupo que culpa Modesto de encabeçar o pedido de adiamento das datas iniciais das decisões da Copa do Brasil, que acabaram custando caro ao Santos. A polêmica se dá porque o próprio técnico Dorival Júnior admitiu publicamente, no fim de outubro do ano passado, não ter sido consultado para a alteração. "Não fiquei sabendo da situação e da mudança. Soubemos só quando foi alterado", disse à época, amenizando, mais uma vez, após a perda do título. "É hipótese, prefiro não falar, não sei o que aconteceria [caso as datas fossem mantidas]. Temos que reconhecer o valor do Palmeiras, eles mereceram", emendou.

A assessoria de imprensa do clube alega que Modesto não pediu o adiamento da final, foi uma sugestão da CBF para os quatro clubes semifinalistas para a Copa do Brasil de 2015. E os clubes aceitaram de comum acordo. 

Os jogos estavam marcados para 4 e 25 de novembro, mas o clube considerou que o intervalo longo entre os confrontos poderia atrapalhar o ritmo dos finalistas e diminuir a empolgação dos torcedores. E, de fato, atrapalhou, mas o próprio Santos. Quando confirmou a classificação para a final, a equipe ocupava a quarta colocação no Campeonato Brasileiro, com 50 pontos. A boa fase foi confirmada com o triunfo por 2 a 1 contra o próprio Palmeiras, na Vila Belmiro, pela rodada seguinte.

Depois, começou a derrocada somando apenas dois pontos dos últimos 12 disputados e afastando-se do G4. Empatou contra Joinville e Flamengo e, praticamente, jogou a toalha atuando com times reservas diante de Coritiba e Vasco, com duas derrotas.

A assessoria de imprensa do clube alega que desconhece discussões entre Modesto Roma e Dorival Júnior. "Eles, Modesto e Dorival  se falam quase que diariamente. Não há conflito nenhum, pelo contrário, entrosamento e respeito, tanto que o presidente declarou por diversas vezes que Dorival Junior será o técnico do Santos até o fim de seu mandato", diz a nota. 

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