Gestora da Arena Corinthians trava naming rights e deixa acordo por um fio

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Ale Cabral/Folhapress

    Estádio corintiano segue sem naming rights mais de dois anos após inauguração

    Estádio corintiano segue sem naming rights mais de dois anos após inauguração

A falta de garantias financeiras suficientes é o que emperra a conclusão do negócio desenhado pelo Corinthians para os naming rights da Arena em Itaquera. Pessoas próximas ao presidente Roberto de Andrade asseguram que, neste momento, a possibilidade de vingar o acordo anteriormente encaminhado são bem pequenas. 

Além do Corinthians, o contrato válido por 20 anos que daria nome novo à Arena precisa de duas aprovações: a Caixa Econômica Federal, que já deu aval após análise ainda em abril, e a BRL Trust, gestora contratada pela Odebrecht e que controla o estádio. É justamente esta que não se mostra satisfeita com os termos da parceria apresentada. 

Outra dificuldade que persiste diz respeito ao contrato vigente com a Omni, gestora do programa de sócios do clube até 2019. Para fechar os naming rights, o Corinthians precisa rescindir esse vínculo. Até o momento, porém, pessoas próximas ao presidente Roberto de Andrade indicam que a multa solicitada pela Omni está fora do alcance. 

Em abril, o Corinthians chegou a tratar o acordo como praticamente concluído e estimava fazer o anúncio em 15 dias, conforme o próprio presidente Roberto de Andrade anunciou ao Conselho Deliberativo. Já estava definido, por exemplo, que o novo nome do estádio seria escolhido por sócios em um concurso e que a mesma empresa se tornaria patrocinadora do uniforme corintiano. A propriedade que caberia a ela na camisa, por sinal, segue em aberto. 

Em contato com a reportagem, o diretor financeiro Emerson Piovesan negou os problemas com a BRL Trust, mas não detalhou a dificuldade. "Não há propósito nisso. Temos incompatibilidades entre o que o clube quer e o que foi proposto. Então podemos, ou não, chegar a um acordo. Qualquer hora pode se chegar. A Caixa analisou, fez questionamentos que foram respondidos. Mas não é uma questão só financeira, você tem que pensar em outras implicações do que será o país em 20 anos. Tem que se precaver. Não queremos uma coisa que venha trazer problemas", disse ao UOL Esporte

Em entrevista ao Sportv na sexta-feira, o presidente Roberto de Andrade admitiu as dificuldades. "Por incrível que pareça, a mesma negociação que vínhamos tendo meses atrás ainda está de pé. Estamos tratando de um negócio de valor grandioso, de um tempo de 20 anos, que você tem que tomar um monte de precaução e você precisa estar garantido o máximo que puder. Uma vez o nome dado a alguém, você pode chamar de um apelido, mas o nome você não pode mudar mais. Ela evoluiu muito, chegou perto de ser assinado, e aí com questionamento jurídico, a negociação diminuiu", declarou. 

O UOL Esporte buscou contato com a BRL Trust, que preferiu não dar entrevistas. 

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