Corintiano que viralizou na web tem habeas corpus negado e esposa faz apelo

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

O corintiano André Tavares, preso no último domingo no Maracanã em partida entre o clube paulista e o Flamengo, teve indeferido seu habeas corpus e seguirá preso com os outros 30 torcedores no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu (RJ).

O documento de mais de 100 páginas havia sido impetrado na noite desta quarta-feira (26) e tinha anexado fundamentos e fotos utilizadas no UOL Esporte onde, supostamente, provam que André ainda não havia entrado no estádio no momento da pancadaria com policiais militares no setor visitante.

Desesperada, a esposa de Tavares, Ana Cristina, gravou um vídeo onde faz um apelo pela soltura de seu marido (veja acima).

Este já é o segundo habeas indeferido envolvendo André Tavares. Na manhã desta quinta, o advogado paulista Valter Nunhezi Pereira, que não está ligado diretamente ao caso, teve negado o documento que incluía não só André como todos os outros 30 corintianos e mais 10 que já estão soltos.

Os advogados particulares do torcedor pretendem impetrar com outro habeas corpus mais aprofundado e cogitam até mesmo acionar o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

André Tavares, que é corretor de seguros, casado e com um filho, ganhou uma campanha maciça na internet (#andretavaresinocente) que chegou a atingir os dez assuntos mais comentados do Twitter no Brasil.

Único com advogado particular

André Tavares é o único com advogados particulares (Rafael Faria e Gabriel Miranda Moreira). Os outros 30, além do menor de idade, estão com o trio Marcus Vinícius Farias, Helion Moura e Gutemberg Souza.

Na audiência de custódia da última terça-feira (25), os torcedores trajavam as mesmas roupas do dia do jogo e André era um dos poucos que não tinha vestimentas de organizadas ou mesmo do Corinthians.

Presos em flagrante, os corintianos tiveram a detenção alterada para preventiva e foram enquadrados por crimes de lesão corporal - confirmada por um laudo positivado nos PMs -, dano qualificado, provocar tumulto em locais de jogos, resistência qualificada e associação criminosa.

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