Coritiba é processado por jogador que usou clube como ponte de mercado

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

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    Dion, ao centro, pede indenização pelo período em que passou pelo Coxa

    Dion, ao centro, pede indenização pelo período em que passou pelo Coxa

O Coritiba está sendo processado por Dion Henrique Andrade Alves, atacante que foi registrado pelo clube numa obscura negociação em junho do ano passado. Dion virou motivo de chacota nas redes sociais após se apresentar como "reforço" do clube, com direito a foto na sala de imprensa com uniforme oficial e registro no BID, mas sem apresentação ou maiores explicações do porque havia chegado ao Coxa.

Visivelmente acima do peso e com currículo desconhecido, Dion foi apresentado ao lado de outros dois atletas que tiveram os mesmos benefícios. À época, o Coxa optou por não esclarecer quem os trouxe para o clube, dizendo apenas que Dion e os demais "fazem parte de uma parceria técnica construída junto ao futebol chinês". Quem comandava as operações no futebol do Coritiba era Maurício Andrade, CEO que deixou o clube em agosto do ano passado com problemas de saúde.

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Dion registrado no BID

Em março deste ano Dion entrou com uma ação trabalhista em Curitiba contra o Coxa, alegando que tinha contrato de um ano com o clube, salários de R$ 1 mil mais bônus de R$ 500,00 por partida jogada e alojamento gratuito nas dependências do Coritiba. Ele diz ter sido despejado em agosto de 2016 e ter sido constrangido pelo clube a assinar documentos de controle interno que resultariam em sua demissão por justa causa. O jogador ainda alega que o clube não recolheu os impostos em cima de seu contrato. Ao todo, entre outras reclamações, a ação pede indenização de pouco mais de R$ 40 mil ao Coritiba. Deste valor, a maior parte alega ser necessária para cobrir "danos à imagem do atleta", bem como indenização moral.

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Trecho da ação movida contra o Coritiba

Dion não conseguiu transferência para nenhum clube desde que saiu do Coxa. A prática é relativamente comum no mercado do futebol. Empresários procuram clubes para conseguir um "selo" de qualidade para o jogador, com o objetivo de negociar em mercados secundários. Procurado pelo UOL Esporte, o Coritiba disse que não falará sobre o assunto e que o departamento jurídico está em cima do caso.

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