Corinthians desiste da Caixa e já completa um mês sem patrocínio máster

Dassler Marques e Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

  • Eduardo Anizelli/Folhapress

    Principal espaço da camisa corintiana está vago há um mês

    Principal espaço da camisa corintiana está vago há um mês

Com propriedades vendidas por praticamente todo o uniforme, o Corinthians encontra dificuldades justamente no espaço máster. O período sem um patrocinador para o peito da camisa completa um mês, justamente desde o encerramento do contrato com a Caixa Econômica Federal. 

Nesses 30 dias, o Corinthians chegou a retomar novamente conversas com o banco, mas não alcançou um acordo que mantivesse os R$ 25 milhões anuais que a Caixa Econômica Federal investia, o que deixa a diretoria corintiana, de certa maneira, preocupada.

A receita da Caixa é a segunda mais importante dentro do orçamento do Corinthians, logo atrás dos direitos de transmissão de televisão. O valor do patrocínio, que era pago em parcelas mensais, corresponde a quase um quarto da folha salarial. Desde outubro, mesmo com essa receita ainda assegurada, o Corinthians já atrasou salários por três ocasiões. 

Por enquanto, porém, o dinheiro da Caixa Econômica ainda abastece os cofres corintianos. A última parcela do patrocínio foi paga no início de maio. Por isso, dirigentes correm para fechar um novo acordo nas próximas semanas. De acordo com Fernando Sales, diretor de marketing, duas empresas estão em conversas. 

Apesar de figurar no espaço máster da camisa do Corinthians nos jogos finais do Campeonato Paulista contra a Ponte Preta, a Universidade Brasil não realizou nenhum aporte extra pela propriedade. Como havia mostrado o UOL Esporte, o grupo recebeu a bonificação por ter celebrado contrato para ocupar a omoplata (ombro) da camisa corintiana. 

Entre os pontos que levaram o Corinthians a desistir da Caixa estiveram pelo menos três: a posição do banco em celebrar contrato por oito meses e não por um ano; a insistência por cláusula de barreiras contra patrocínios como seguradoras; a exigência de quantidade considerada elevada de ingressos para jogos na Arena e camisas de jogo que eram cedidos para a Caixa realizar ações com parceiros, entre outras bonificações do tipo. 

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