Ciranda de preparadores físicos faz São Paulo sofrer há uma década

Bruno Grossi e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Rubens Chiri/saopaulofc.net

    O auxiliar Lucas Silvestre, o preparador Celso Rezende e o analisa Léo Porto

    O auxiliar Lucas Silvestre, o preparador Celso Rezende e o analisa Léo Porto

O São Paulo conquistou apenas um título nesta década, em 2012, com a Copa Sul-Americana. O período é marcado pela alta rotação de técnicos no comando da equipe profissional, mas também por uma ciranda de preparadores físicos. A função, antes pouco alterada pela confiança em membros fixos da comissão técnica do clube, tornou-se um problema rotineiro. Seja por insatisfação do elenco ou por reclamação de torcedores e conselheiros.

A última vítima desse processo foi Zé Mário Campeiz, demitido na última segunda-feira - além dele, o preparador de goleiros Haroldo Lamounier e o auxiliar Pintado também deixaram o elenco principal. Dorival Júnior, apresentado no mesmo dia, chegou com Celso Rezende para a preparação física, cujo trabalho será compartilhado com Pedro Campos, puxado da base por Rogério Ceni ainda em janeiro.

O período de instabilidade coincide com a saída de Carlinhos Neves, considerado um dos trunfos da era vitoriosa do São Paulo entre 2005 e 2008. Neves, hoje no Atlético-MG, chefiava os preparadores físicos e foi dispensado por teórica incompatibilidade de agenda com o trabalho na seleção brasileira. Desde então, a preparação teve Sergio Rocha como funcionário fixo até o fim de 2015 - saiu para assumir cargo administrativo em Cotia. 

Campeiz passou a ser membro fixo da comissão durante a última passagem de Muricy Ramalho, entre 2013 e 2015. O preparador foi contratado pelo Tricolor em 2011 ao lado do técnico Adilson Batista, ficou após a saída do treinador, mas acabou demitido junto com Ney Franco, o auxiliar Éder Bastos e o também preparador Alexandre Lopes. Meses depois, quando Muricy voltou, Campeiz foi recontratado.

Houve ainda problemas com preparadores que acompanharam técnicos no clube. O primeiro e mais marcante, com Paulo César Carpegiani, entre 2010 e 2011, foi Riva Carli. Os treinos longos e exigentes demais deixavam os jogadores irritados e colaboraram para a mudança na comissão técnica. O mesmo aconteceu com Anselmo Sbraglia, que trabalhou com Doriva em 2015 por menos de dois meses.

Passaram ainda profissionais elogiados, mas que deixaram o Tricolor para seguir os passos de seus técnicos, como os casos do colombiano Jorge Rios, da comissão de Juan Carlos Osorio, e do argentino Bruno Militano, da de Edgardo Bauza. Rogério Ceni optou por apostar em Campeiz e em subir Pedro Campos da base, assim como Ricardo Gomes havia feito com Kako Perez no fim do ano passado.

Diante da instabilidade de profissionais no cargo, o São Paulo tentou a volta de Carlinhos Neves há alguns meses, mas esbarrou no alto salário do preparador.

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