Boca descarta assumir cláusula e emperra saída de Ramón Ábila do Cruzeiro

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Daniel Oliveira/FotoArena/Estadão Conteúdo

    Ramón Ábila negocia ida para o Boca Juniors

    Ramón Ábila negocia ida para o Boca Juniors

O Cruzeiro já aceitou a proposta do Boca Juniors para liberar Ramón Ábila em definitivo. O negócio, contudo, não teve um desfecho. O clube xeneize discute os moldes do futuro contrato com o Huracán, da Argentina, que permanecerá parceiro do atleta.

Daniel Angelici, presidente do clube azul e dourado, se pronunciou sobre o negócio nessa quarta-feira (26) e explicou o que emperra o caso. Conforme adiantado pelo UOL Esporte nessa segunda-feira (24), o que emperra a negociação é o pedido do ex-clube de Ábila para que o Boca assuma a cláusula que obriga a Raposa a adquirir 50% dos direitos do atleta por 4 milhões de dólares (R$ 12,49 milhões na cotação atual) até dezembro deste ano.

O mandatário xeneize garante que aceita pagar no máximo o valor da dívida dos mineiros por conta da transferência do centroavante - 1,5 milhão de dólares (R$ 4,68 milhões). Ele, portanto, descarta assumir a cláusula exigida por Alejandro Nadur, presidente do Huracán.

"Se continuarem as mesmas condições que me trouxeram a oferta, que é de terminar de pagar a dívida, ficar com os 100% dos direitos federativos e os 50% dos direitos econômicos, o Boca Juniors vai fazer a operação. Depois, veremos onde ele vai jogar. Seguramente, neste semestre, vai a empréstimo e depois veremos. Mas, se for nesta mesma situação é o que disse ao presidente (Alejandro) Nadur, o Boca vai fazer", declarou.

"Se a equação muda, e o Boca fica obrigado a pagar, tal como está firmado o contrato com o clube brasileiro, que é pagar os outros 50% dos direitos por 4 milhões dólares líquidos, o Boca não vai fazer a operação", acrescentou.

Daniel Angelici explica por que não tenciona fazer um investimento elevado para contar com o atleta em definitivo:

"O Boca (há um ano) fez uma oferta ao Huracán, e ele (Huracán) não aceitou. O Boca sabia da cláusula de rescisão, que era de 5 milhões de dólares, mas estávamos dispostos a pagar. Hoje, a situação é outra. O corpo técnico entende que a prioridade não é um 9, e eu também entendo assim. Estão (Darío) Benedetto, (Walter) Bou e está (Marcelo) Torres. Temos bons atacantes", concluiu.

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