Com "disfarce", juiz Moro vai à Arena da Baixada torcer pelo Atlético-PR

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

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    Juiz Moro foi fotografado por torcedor no estádio do Atlético-PR

    Juiz Moro foi fotografado por torcedor no estádio do Atlético-PR

Personalidade discutida nacionalmente por conta da Operação Lava-Jato, o juiz federal Sérgio Moro teve um de seus "segredos" revelados na tarde deste domingo (17), quando o Atlético-PR derrotou o Fluminense por 3 a 1 na Arena da Baixada. Moro foi clicado por um torcedor em pleno exercício da paixão pelo Furacão, comemorando os gols da vitória sobre o Tricolor carioca, contando com um leve "disfarce": óculos escuros e boné vermelho.

A paixão clubística de Moro não era de conhecimento público. Natural de Maringá, no interior do Paraná, Moro divide o time do coração com alguns personagens que estão na discussão sobre a Lava-Jato, como o ex-ministro Paulo Bernardo e sua esposa, senadora Gleisi Hoffmann (PT), ambos também atleticanos.

Reprodução
Moro se exalta durante o jogo do Atlético-PR

Não apenas isso: o presidente licenciado do Atlético, Mario Celso Petraglia, responde a uma ação em que é acusado de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio e que está na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, exatamente a de Sérgio Moro, o que inclusive gerou uma confusão pública sobre a eventual participação de Petraglia na Lava-Jato. Por estar atarefado com a operação que virou filme recentemente, Moro passou a ação de Petraglia para a juíza-substituta Gabriela Hardt.

O processo judicial é movido pelo Ministério Público Federal no Paraná e acusa Petraglia de ocultação de bens, lavagem de dinheiro e evasão fiscal. O MP pediu – e foi atendido – quebra de sigilos bancário e fiscal do dirigente e de um suposto sócio, João Ricardo Cunha de Almeida, ainda em 2015. O Atlético-PR não é alvo das investigações.

As denúncias envolveriam quatro empresas, com sedes no Brasil e no Reino Unido. O processo corre em segredo de justiça, mas o UOL Esporte apurou que recentemente houve movimentação nos registros do caso. Petraglia justificou que apresentou toda a movimentação financeira e que Almeida não era um sócio, mas um ex-advogado que abriu offshores para ele – o que é legal. Ele afirma que repatriou legalmente todos os valores movimentados.

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