Decepcionada, CBF lamenta falta de bom senso do Fla com Vinicius Jr.

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Luciano Belford/AGIF

A CBF não gostou de ver Vinicius Jr. impedido pelo Flamengo de viajar para a disputa do Mundial sub-17, na Índia. Nas palavras do coordenador geral de seleções da entidade, Edu Gaspar, a confederação ficou "profundamente decepcionada" com o veto do Rubro-negro.

"Eu contava com o bom senso. Não concordo. Estamos profundamente decepcionados com a decisão do clube", resumiu Edu.

O coordenador ainda explicou as conversas prévias com a cúpula do Flamengo sobre a situação da jovem promessa.

"Não era uma questão de acordo. Eu vinha conversando com o presidente [Eduardo] Bandeira [de Mello] e com o Rodrigo Caetano. Eles me passaram que o caso ainda estava aberto. Se o clube vencesse a Copa do Brasil, Vinicius estava liberado. Se não ganhassem, iam ver. Mas não tinha nada de 'não vai'. Achei que haveria um bom senso. Não estamos falando de um amistoso, mas de um Mundial da categoria. O mundo queria ver esse jogador lá. A Fifa deu destaque a ele na capa do seu site. Disse ao presidente que não achei a decisão correta. Não pode atrelar uma participação dessa a um resultado deles em campo", disse um insatisfeito Edu Gaspar.

O responsável pelas seleções brasileiras ainda fez questão de poupar o atleta do imbróglio entre clube e CBF.

"O Vinicius não tem nada a ver com isso. É um menino bacana e que só quer jogar bola. Foi super solícito desde o início. Estava empolgado com a convocação, viajou a São Paulo para tirar visto, respeitou a todos", relatou Edu.

Por fim, evitando remoer qualquer desgaste e levar a situação para o futuro, Edu disse que a relação com o Flamengo não será abalada.

"Todos me conhecem, quero trabalhar pelo bem apenas. O Diego, por exemplo, está convocado por nós e deveria se apresentar na segunda. Mas há um bom senso da nossa parte. Liberamos ele para Flamengo x Ponte Preta [dia 2]. Entendemos que é importante para o clube", pontuou Gaspar.

Frustração na Índia

E o incômodo não ocorre apenas na sede da CBF. Na Índia, o técnico Carlos Amadeu e todo o estafe da seleção sub-17 não escondiam a frustração com a perda da grande estrela da equipe.

Toda a estratégia foi montada em cima de Vinicius, que chegaria ao país asiático na manhã deste sábado (30).

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