Carille reencontra Neto, nega mágoa e diz que não usou desabafo em preleção

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Vorley/AGIF

Em uma entrevista concedida a José Luiz Datena na "Rádio Bandeirantes", com participação especial do comentarista Neto, o técnico Fabio Carille disse que não usou o vídeo do desabafo do ídolo corintiano como motivação na reta final do Campeonato Brasileiro.

O treinador do Corinthians disse que não percebeu a influência das fortes declarações de Neto no ambiente do grupo e explicou que o seu desabafo contra a imprensa, feito após o jogo do título contra o Fluminense, era endereçado a outras pessoas.

"Para falar verdade, em nenhum momento vi alguém falar sobre o vídeo (do desabafo do Neto), não levei para preleção. Quando disse depois do jogo contra o Fluminense, muitos acharam que era do Neto (que eu estava falando). O que achei legal é que ele reconheceu que pegou pesado. Não me pediu desculpas e não precisa", disse

"O que fiquei chateado foi com o deboche de pessoas que colocavam imagem sua na televisão e ficavam comentando (no início da temporada). Sei bem que são as pessoas, algumas encontrei, outras não. Eu não quero que ninguém peça desculpas. Mas tem pessoas que falaram muito mal e não reconhecer que depois aconteceu de forma positiva. Fico chateado com essas pessoas", completou.

Presente no programa, Neto também falou sobre o vídeo que viralizou após a derrota corintiana para a Ponte Preta. Ele ainda fez elogios a Fabio Carille e pediu reconhecimento aos jogadores do Corinthians.

"Quando eu fiz aquele vídeo, posso ter sido mal interpretado. Ele (Carille) transformou o Corinthians mais do que o Tite, se fosse o Tite o técnico em 2017, o Corinthians não seria campeão. O Carille que ajeitou a situação do Cássio, fez o Arana, o Marquinhos Gabriel jogar... Ele que fez o time jogar", disse Neto.

"O que fico bravo com a maioria da imprensa, é porque dizem não sei quem não jogou sério o campeonato, etc... e desmerecem o Corinthians. Eu sou ídolo do Corinthians, mas só que esses jogadores precisam ser valorizados. Qual é o único que defende o Romero? Sou eu. Defendo até a morte porque acho que ele foi importantíssimo para a conquista", completou o comentarista.

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