Cueva reage após bronca e anima São Paulo com bom desempenho nos treinos

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Erico Leonan/saopaulofc.net

    Cueva terminou 2017 com dez gols e 11 assistências em 45 partidas

    Cueva terminou 2017 com dez gols e 11 assistências em 45 partidas

Christian Cueva voltou ao São Paulo há uma semana, cercado de desconfiança e críticas da torcida e pressionado pela diretoria pela maneira como conduziu o atraso para se reapresentar. O meia foi multado, teve conversa séria com o diretor-executivo de futebol Raí e, mesmo sem condições de jogo para estrear no Campeonato Paulista, já começa a mostrar reação.

O rendimento do peruano nos treinos virou assunto no CT da Barra Funda. Cueva tem se destacado a cada atividade, ainda que esteja em nível físico abaixo dos demais pela menor carga de treinos. Toques rápidos, dribles, assistências, gols e até jogadas de mais força para brigar pela bola chamam atenção. Outro ponto que tem agradado é o fácil entrosamento com Diego Souza, com quem busca tabelas constantemente e se alterna na criação dos lances ofensivos.

Essa reação imediata e com um nível alto de intensidade nos treinamentos deixou o São Paulo surpreso e, principalmente, satisfeito. Havia a preocupação de como Cueva poderia ficar após mais um atraso e mais uma multa aplicada pela diretoria. Mais do que a punição financeira, acredita-se que a conversa com Raí tenha sido preponderante para ter o camisa 10 mais focado.

"A diretoria teve uma conversa com ele. A minha foi em outro aspecto", disse o técnico Dorival Júnior, que prosseguiu: "Ele precisa ter uma preocupação ainda maior, por ser um ano de Copa do Mundo e um ano importante para o São Paulo. Gostaria de tê-lo na reapresentação, mas o fato foi resolvido, a diretoria interveio corretamente e na hora certa. Ele tem condições de trabalhar e fazer o melhor".

Sem Gustavo Scarpa, que acabou fechando com o Palmeiras, o São Paulo volta a depositar em Cueva as esperanças por um ponto de desequilíbrio, uma referência técnica para o time. E isso passa pela motivação do armador em chegar em alta na Copa do Mundo. Na conversa da semana passada, Raí ressaltou que era preciso estar alinhado aos objetivos coletivos do Tricolor para render melhor individualmente e entregar mais também à seleção peruana. 

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