Comissão eleitoral recomenda impugnação da candidatura de Paulo Garcia

Dassler Marques, Diego Salgado e Ricardo Perrone

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Paulo Garcia (centro) pode ter candidatura impugnada

    Paulo Garcia (centro) pode ter candidatura impugnada

A Comissão eleitoral do Corinthians recomendou a impugnação da candidatura de Paulo Garcia na eleição para a presidência do clube, marcada para o dia 3 de fevereiro. Agora, a decisão está com o presidente do conselho do clube, Gulherme Strenger, que deve se pronunciar sobre o assunto na segunda-feira.

Conforme antecipado pelo UOL Esporte, pesaram contra Garcia o fato de ele assumir que pagou para sócios inadimplentes regularizarem suas situações e poderem votar e a legislação eleitoral brasileira, contrária a benefícios dados por candidatos a eleitores. Embora não haja no estatuto do Corinthians menção à proibição de candidatos pagarem mensalidades ou taxas para sócios, a comissão fez analogias com as leis do país.

No ofício assinado pelo presidente do conselho, Miguel Marques e Silva, após uma reunião neste sábado, está escrito que "tal conduta caracteriza grave infração eleitoral por abuso do poder econômico (artigo 19 da Lei Complementar 64/1990) , vulgarmente conhecida como compra de votos, e havendo indícios da prática de ilícito similar ao previsto no artigo 299 do Código Eleitoral, entendemos, respeitosamente, deva ser o conselheiro Paulo Sérgio Menezes Garcia excluído do pleito eleitoral 2018, ficando, em consequência, impugnada sua candidatura à presidência do Sport Club Corinthians".

O episódio está ligado à promoção feita pela diretoria corintiana, que deu 50% de desconto na taxa de regularização dos associados inadimplentes. Eles acabaram excluídos da lista de votantes pela comissão.

Após o vazamento de um áudio em que Antônio Rachid, secretário-geral do clube, afirma que Garcia pagará a taxa para quem pretender votar nele, o candidato assumiu que chegou a bancar alguns associados. Ele deu entrevista afirmando que quitou as taxas com cartão de crédito em sinal de transparência. Na ocasião, declarou que se trata de uma prática tradicional no alvinegro e não proibida pelo estatuto.

A comissão analisou entrevistas concedidas por ele durante o processo.

Em contato com o UOL Esporte, Paulo Garcia disse que considerou a decisão da comissão "injusta e sem fundamento" e que espera a decisão do presidente do conselho. Ele rechaça que houve compra de votos e promete entrar na justiça em caso de impugnação. "Se ele está se baseando na lei eleitoral, tem que valer para todo mundo", disse

Além de Paulo Garcia, concorrem à presidência do Corinthians Andrés Sanchez, Felipe Ezabella, Romeu Tuma Júnior e Antonio Roque Citadini. O último concorre por meio de liminar por ser conselheiro do Tribunal de Conta do Estado (TCE), e pode não assumir se vencer.

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