Palmeiras exalta vontade de Borja, mas ainda aponta desequilíbrio em campo

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Vorley/AGIF

    Borja disputa bola com Nininho em Palmeiras x RB Brasil pelo Campeonato Paulista

    Borja disputa bola com Nininho em Palmeiras x RB Brasil pelo Campeonato Paulista

Roger Machado quer encontrar o equilíbrio de Borja dentro de campo. Embora esteja satisfeito com a disposição do colombiano, o técnico ainda quer que o atacante entenda a sua área de atuação.

A avaliação da comissão técnica é a de que o camisa 9 ainda busca muito a bola fora da área e acaba se complicando na tentativa de criar jogadas. O ideal é que ele ajude na recomposição, mas que fique mais infiltrado na zaga do rival quando o Palmeiras estiver com a bola.

Contra o Red Bull, essa confusão de Borja ficou clara. O jogador saiu bastante da área e se atrapalhou na maioria das vezes na hora de distribuir a bola. Essa função precisa ser concentrada em Lucas Lima e Tchê Tchê.

"É um começo de um ano, têm várias coisas que atrapalham o desenvolvimento pleno do atleta. Alguns erros técnicos simples aconteceram em função do jogador não estar mais solto no início de temporada, um domínio, um lançamento, isso tudo entra no contexto. Mas tudo é possível. No primeiro tempo com a defesa bem postada o Borja tentou movimentar um pouco, mas quando chegava a bola não parava", explicou.

"No segundo eu pedi para que ele se mantivesse entre os zagueiros, para empurrarmos a linha para trás, para que a gente conseguisse circular a bola no espaço deixado e não congestionar buscando a bola, que não é a característica dele. Isso é função do Lucas, do Tchê Tchê... Tem que dar um tempo para os atletas evoluírem, mas se eu entender que precisa mudança, não tenha dúvida", completou.

No Allianz Parque, Borja voltou a ouvir algumas vaias, embora a grande maioria ainda esteja ao lado do atleta. Sem Deyverson, que está machucado, a única opção para o setor é Willian, que tem atuado mais pelas pontas. Dudu também pode fazer a função de falso 9.

O colombiano chegou no ano passado com grande expectativa após ter sido eleito um dos melhores da Libertadores de 2016. Se antes os R$ 35 milhões gastos para a sua contratação eram de risco único da Crefisa, agora, após a mudança parceria após intervenção da Receita Federal, o problema está nas mãos do Palmeiras.

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