Marin varre cela e não tem privilégios em cadeia nos EUA, diz jornal

Do UOL, em São Paulo

  • REUTERS/Brendan McDermid

José Maria Marin se aproxima de completar dois meses preso no Metropolitan Detention Center (MDC), em Brooklyn, Nova York (EUA). No local, o ex-presidente da CBF vive como um presidiário comum, sem qualquer tipo de regalia, como mostrou o jornal "Estadão".

O ex-dirigente é obrigado a fazer sua própria cela, tirar o lixo e arrumar o armário. Caso não cumpra, corre risco de ser punido. O dia no local começa às 6h e o café da manhã é servido uma hora depois.

Na penitenciária, Marin atende pelo registo # 86356053. Os ternos caros foram substituídos pelas roupas da prisão. A única coisa extra é uma malha, na cor branca ou cinza, que pode ser adquirida na pequena loja do local.

O Metropolitan Detention Center não tem uma boa reputação nos Estados Unidos. Em entrevista à "NBC", setembro do último ano, o advogado americano Arthur Aidala chamou o local de "depósito de seres humanos".

O MDC abriga, atualmente, 1.765 presos, entre homens e mulheres. Apesar de ter um baixo número de presas – pouco mais de 150 -, o local conta com um alarmante índice de abusos sexuais contra elas. Uma reportagem do "New York Times", em agosto, mostrou que três policiais foram presos em 2016 acusados de abusarem de pelo menos meia dúzia de detentas.

O presídio não conta com um pátio ao livre. Resta a Marín e outros presos tomarem sol no teto do local. As ligações telefônicas são reguladas e não é permitido o uso de internet.

Marin foi considerado culpado em seis acusações: conspiração para organização criminosa, fraude financeira nas Copas América, Libertadores e do Brasil e lavagem de dinheiro nas Copas América e Libertadores. O ex-presidente da CBF ainda aguarda a sentença da juíza Pamela Chen, que pode chegar a 120 anos de prisão.

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