Elano diz que brasileiros quase bateram em ex-atacante no City: "Um doente"

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Vorley/AGIF

Elano jogou entre 2007 e 2009 pelo Manchester City, e em sua passagem pelo futebol inglês, chegou a ter problema com um jogador na equipe dos Citizens. Contratado em janeiro de 2009, Craig Bellamy criou confusão com os brasileiros logo no começo de sua estadia na equipe, e inclusive chegou a dizer em sua autobiografia, lançada em 2013, que o ex-meia, Robinho e Glauber eram descompromissados.

Cinco anos depois, Elano esclareceu o relacionamento com Bellamy nesta sexta-feira (30). Em entrevista ao programa No Ar, do Esporte Interativo, o ex-santista afirmou que os três brasileiros quase agrediram o galês.

"Ele ia apanhar da gente. Ele é um doente, não é louco. Louco tem problema. O ambiente no City era maravilhoso e todos os ingleses queriam bater nele. A gente convivia com os ingleses. A gente fazia jantar e festas juntos quase toda semana, quando esse cara chegou. Teve um jogo contra o Portsmouth, a gente tinha voltado da seleção e ele começou a ofender o Robinho no vestiário. Dizendo que ele era sem vergonha, que só queria jogar na seleção".

AFP PHOTO / ANDREW YATES

"Chegamos no vestiário depois, com todos os atletas dentro, e eu, o Glauber e o Robinho dissemos 'não estamos de sacanagem, você que está querendo arranjar confusão. E se você começar a responder, vai apanhar aqui mesmo'. Aí ele depois faz o livro e fala disso porque sabe que vai dar audiência. É muito fácil escrever o nome de alguém no papel. Mas na realidade a gente iria meter a porrada nele mesmo, porque ele era folgado. Era um xarope", explicou.

No livro, Bellamy fala sobre o jogo em questão. O ex-atacante, com passagens também pelo Liverpool, acusou os brasileiros de "formarem uma panelinha". "Quando perdemos para o Portsmouth por 2 a 0, Elano e Robinho e foram uma desgraça. Eu tinha duas semanas no City e já estava cheio deles. Eles não treinavam com nenhuma intensidade e se a gente roubasse a bola deles era como um crime".

Caso Lucas Lima

Esse não foi o único tema comentado pelo ex-jogador no programa. Técnico interino do Santos em novembro de 2017, quando Lucas Lima foi afastado, Elano negou qualquer desavença com o jogador do Palmeiras e revelou uma conversa de amigo que teve com o meia.

"Eu peguei um momento muito difícil porque a bomba ficou para mim. Eu cheguei a dizer para ele. 'Se eles estão achando que me colocaram para te tirar, estão enganados'. Eu chamei o Lucas Lima no particular e falei: 'Preciso de você porque estou iniciando minha carreira. Se você não estiver, eu estou ferrado e preciso classificar o time para a Libertadores'. Ele me disse que ele que precisava de mim, porque ele precisava ser cobrado", contou.

Mesmo dizendo que Lucas Lima é um jogdor de muito talento, Elano crê que ele perdeu espaço na seleção brasileira por conta dos momentos de turbulência que vivia no Santos. "Acho que ele ficou para trás por causa dessa confusão, isso atrapalhou ele um pouco. Ele tem o mesmo nível dos que estão sendo convocados. Quem perde nessas situações negativas sempre é o atleta, como está sendo o caso do Zeca."

Palmeiras e problemas no Santos

Elano, que atualmente trabalha nas categorias de base do Palmeiras, exaltou o apoio dado pelo clube alviverde após a sua saída do Santos, no fim do ano passado.

"O Palmeiras me abriu as portas através do Zé Roberto, depois que eu pedi para ele para finalizar meu curso. Eles estão me tratando de maneira fantástica. Tenho que ser grato com quem abriu a porta. Eu nunca tive contrato com o Santos na época em que eu estava lá. Eu era um funcionário. Quero fazer um bem para o clube. A minha história e gratidão pelo Santos jamais serão apagadas".

Apesar de ter recebido propostas para trabalhar como técnico de times profissionais, Elano diz ter recusado os convites para aprofundar seus trabalhos com os garotos mais novos. Mesmo assim, o meia já se vê com um bom histórico como técnico após ter assumido o lugar de Levir Culpi na equipe praiana.

"Se você me perguntar se eu tenho experiência para pegar um time profissional, eu teria. Eu peguei o Santos em 9 jogos, quase na zona de rebaixamento e levei para a Libertadores. E o time com problema político, o elenco desgastado. Quando eu assumi, eu chamei os caras para um churrasco".

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