Conselho do Palmeiras aprova aumento de mandato presidencial para 3 anos

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Ale Cabral/AGIF

    Presidente Maurício Galiotte foi favorável ao aumento de mandato no Palmeiras

    Presidente Maurício Galiotte foi favorável ao aumento de mandato no Palmeiras

O conselho deliberativo do Palmeiras aprovou em votação nesta segunda-feira (21) a alteração estatutária que aumenta o tempo de mandato presidencial do clube, de dois para três anos, com uma reeleição possível por mais três anos. A mudança valerá já para o pleito de novembro deste ano, no qual o atual presidente Maurício Galiotte deve ser candidato.

Dos 280 conselheiros aptos a votar, compareceram 224. O mínimo de 141 votos favoráveis à mudança foi atingido por pouco: foram 143 a favor, 79 contra e duas abstenções. Logo em seguida, foi colocada em votação uma emenda para que a alteração entrasse em vigor apenas na eleição de 2020, mas ela foi rejeitada com 137 votos contra, 77 a favor e dez abstenções.

A proposta ainda precisa passar pelo crivo de uma assembleia geral de sócios. Ela precisará de 50% dos votos dos associados para ser confirmada, ou de dois terços dos votos para ser derrubada.

A alteração para três anos de mandato, com validade já para a eleição de 2018, tinha como principais defensores Maurício Galiotte e Leila Pereira, conselheira e dona da Crefisa, principal patrocinadora do clube. Com a mudança, ela poderá concorrer à presidência já em 2021, quando terá um mandato completo de conselheira. No modelo antigo, ela teria que esperar até 2022.

Conselheiros contrários à mudança apontaram um possível casuísmo para beneficiar Leila, que fez campanha expressa pela aprovação da proposta, com mobilizações como carona a conselheiros para jogos fora de casa e eventos em restaurantes de luxo. O ex-presidente Mustafá Contursi, ex-aliado e hoje desafeto político da empresária, foi uma das principais figuras contra o aumento de mandato.

Já apoiadores da alteração argumentaram que o mandato de três anos é benéfico à gestão do clube, e que o tema, por estar em discussão desde a gestão Paulo Nobre, não deveria ser tratado como caso político.

A sessão foi aberta às 20h e Galiotte foi o primeiro a falar, pedindo respeito às ideias e união após a votação. Depois, diversos conselheiros, de posições diferentes, receberam a palavra e fizeram discursos de até cinco minutos defendendo seus pontos de vista.

As votações começaram por volta das 21h30. Antes da definição sobre o aumento de mandato, foram aprovadas por unanimidade a alteração oficial do endereço da sede no estatuto, de Turiassu para Palestra Itália, e a antecipação do horário de abertura da assembleia de sócios, das 10h para as 8h.

Mais tarde, foram aprovadas também por unanimidade adequações do clube à Lei de Incentivo ao Esporte. Já a proposta para reduzir o número de conselheiros vitalícios de 148 para 100 não passou por causa do alto número de abstenções.

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