Magoado com SP, Richarlyson vê boato sobre homossexualidade como 'maldade'

Do UOL, em São Paulo

  • Ricardo Rímoli/AGIF

    Richarlyson em campo pelo Cianorte no jogo contra o Internacional

    Richarlyson em campo pelo Cianorte no jogo contra o Internacional

O versátil jogador Richarlyson, que teve passagem marcante pelo São Paulo entre 2005 e 2010, disse estar magoado com o clube por estar fora da calçada da fama criada pelo Tricolor e inaugurada em agosto.

Em entrevista para o programa "Aqui com Benja", do Fox Sports, Richarlyson diz que não entendeu o critério que o fez ficar de fora da lista de 99 jogadores que foram homenageados, já que ele ganhou inúmeros títulos pelo clube.

"Isso me magoou. Eu não sou mais que ninguém, mas se é por mérito, na questão de título, de identificação com o São Paulo... Estão jogadores ali que têm um título só. Eu tenho vários. Claro que isso não vai mudar minha história lá. Muita gente me mandou comentários nas redes sociais, alguns meio grosseiros. Mas o importante pra mim é que o São Paulo vai ter 300 anos e minha história vai estar lá. Eu não posso falar uma coisa que eu não sei qual foi o critério. Eles têm o direito de colocar quem eles querem, mas é claro que me magoou", explicou o atleta.

Richarlyson também falou sobre o o boato sobre sua suposta homossexualidade e sobre como isso teria prejudicado a sua carreira - a conversa começou após o dirigente do Palmeiras insinuar em um programa de TV que ele gostava de homens. Ele confessou não ligar para o que falam dele, e sim por como sua família seria tratada.

"Para quem tem entendimento, para quem tem a cabeça aberta, não vai prejudicar em nada. Mas quem não tem? Imagina minha mãe indo pra qualquer lugar e apontam: 'olha lá, a mãe do...'. Isso não é legal. Mesmo que eu seja, as pessoas são maldosas, pegam o lado negativo para depreciar as conquistas. Volto a falar que não é negativo, mas usaram de forma maldosa", desabafou o jogador.

Questionado se tinha alguma mágoa na carreira, Richarlyson diz só lamentar que tenha virado reserva do São Paulo quando conseguiu chegar à seleção brasileira. No entanto, ele elogiou Muricy Ramalho, técnico com quem foi tricampeão brasileiro, entre 2006 e 2008.

"Muricy foi como um pai para mim. Se eu tivesse que reclamar de alguma coisa do Muricy, foi a minha volta da seleção brasileira em 2008. Fui bem elogiado no Brasil, e na época não se achava um lateral-esquerdo para o Brasil. Na minha volta, o Muricy me colocou no banco e nunca mais fui convocado. Ele disse que eu estava diferente. Foi uma pequena coisa que aconteceu que me tirou da Seleção. Mas não ficou nenhum resquício, nenhuma mágoa, eu não tenho o que falar dele. É um paizão", afirmou.

Sem clube deste que deixou o Cianorte, do Paraná, e atualmente se dedicando ao crossfit, Ricky, como é apelidado pelos amigos, ficou indeciso quando questionado sobre a aposentadoria.

"Parei de jogar. Oficialmente mesmo, ainda não, mas estou querendo. Se não tiver uma coisa legal, que seja bom para mim, eu prefiro parar. Eu estava comentando com a minha família, com alguns amigos, que minha carreira foi legal. Não adianta estar jogando para dizer que estou jogando, tem que ser alguma coisa bacana para continuar na carreira vitoriosa que tive", afirmou o jogador, hoje aos 35 anos de idade.

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