Por bônus, PSG obriga atletas a aplaudirem torcida; Neymar recebe R$ 1,6 mi

Do UOL, em São Paulo

  • Franck Fife/AFP

Uma cláusula no contrato dos jogadores do PSG garante a eles um "bônus por ética", desde que cumpram uma série de requisitos de comportamento. Entre as exigências está a obrigatoriedade de cumprimentar e aplaudir os torcedores ao final de cada jogo. A informação foi revelada na noite da última quinta-feira (08) pela emissora francesa "França 2", a partir de documentos obtidos pelo "Football Leaks".

De acordo com a emissora, o "bônus por ética" varia de acordo com o jogador. Neymar recebe o maior montante, com previsão de 375 mil euros por mês (R$ 1,6 milhão em cotação atual) pela cláusula contratual. Kylian Mbappé embolsa 117 mil euros mensais (cerca de R$ 500 mil), enquanto Daniel Alves e Edinson Cavani ganham 70 mil euros (R$ 300 mil) e Thiago Silva leva 33 mil euros (cerca de R$ 140 mil).

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A "França 2" ainda lembra que alguns meios de comunicação já noticiaram esse bônus, mas que os valores não eram conhecidos. O próprio clube, quando puniu Marco Verratti recentemente, disse que está retirando parte de seu "bônus por ética".

O jornal "Le Parisien", por sua vez, diz que o PSG encarou a notícia com ressalvas, já que "cumprimentar os torcedores é apenas uma das regras que, se for respeitada, permite que os jogadores ganhem um prêmio de ética".De acordo com a publicação, o clube ressalta que o "objetivo deste bônus é educativo e, acima de tudo, permite lembrar os jogadores a incorporarem a imagem e os valores do clube".

O programa ainda afirmou que Neymar deve atender aos pedidos de entrevista do grupo de mídia Al-Jazeera, de propriedade do Qatar.

Nesta semana, diversos veículos de comunicação estão divulgando detalhes dos bastidores por meio do "Football Leaks", sendo que dois casos de grande repercussão envolvem o PSG.

Mbappé foi o alvo no começo da semana, com detalhes da negociação com o PSG, pedidos salariais, influência da família e cifras exorbitantes reveladas nos documentos obtidos pela revista alemã 'Der Spiegel' e analisados pela Mediapart, em parceria com a EIC (Colaborações Investigativas Européias).

Já na quinta-feira, documentos liberados pelo site e publicados pela "Mediapart" insinuam que o clube praticou discriminação racial para selecionar jogadores para as categorias de base. Horas após a publicação, o PSG confirmou a veracidade da acusação.

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