Leila nega "guerra de egos", mas diz que não reconheceria Nobre na rua

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Fotoarena

Conselheira e patrocinadora do Palmeiras, Leila Pereira negou travar uma "guerra de egos" com o ex-presidente Paulo Nobre. Um dia após participar da festa do título do Campeonato Brasileiro do Verdão, Leila rechaçou que seu ego atrapalhe sua conturbada relação com o ex-mandatário do clube.

"Se existe briga de ego é por parte dele, não por minha. Estou lá e contribuo com o clube. Não existe sentimento melhor do que o de ontem. Mas eu chamo muito a atenção por ser sincera e transparente", afirmou Leila em entrevista ao programa Fox Sports Rádio nesta segunda-feira (3).

A dona da Crefisa voltou a afirmar que não reconheceria Paulo Nobre caso o encontrasse nas ruas de São Paulo. "Se eu encontrar o ex-presidente na rua eu não o reconheceria. Tem três anos que não o vejo. Vi fotos e ele está diferente. Eu olho para a frente, não para trás. Quem é oposição não diz porque é. Queria que alguém me explicasse o mal que fiz ao Palmeiras", acrescentou.

Dona das principais marcas que patrocinam o Palmeiras, Leila iniciou seu vínculo com o clube em 2015, quando Paulo Nobre era presidente do Verdão. Além de lembrar sobre o complicado momento que o clube vivia dentro de campo antes de sua chegada, Leila voltou a afirmar que não quer "comprar o clube".

"Dizem que quero comprar o Palmeiras, mas isso é ridículo. Quero o Palmeiras vitorioso. Não quero o 'bom e barato'. O Palmeiras abrilhanta minhas empresas. Não é discurso político. Estamos fazendo mudanças que eu queria que fossem exemplos para outros clubes", afirmou.

Em 2017, Leila foi eleita conselheira do Palmeiras, tornando-se a conselheira com o maior número de votos na história do centenário clube. O mandato da presidente da Crefisa chega ao fim em novembro de 2021, e Leila voltou a manifestar interesse em permanecer no cargo.

"Pretendo ser conselheira para o resto de minha vida se tiver essa honra. Eu não abro mão de ser conselheira. Fui eleita para isso, não vejo incompatibilidade (em ser conselheira e patrocinadora). Não tiro dinheiro, só ponho dinheiro no Palmeiras", disse Leila. "No fundo, eles (oposição) têm medo da minha trajetória".

Quando questionada se seria a provável substituta de Maurício Galiotte - mandato chega ao fim em 2021 - na presidência do clube, Leila despistou sobre o desejo de tornar-se o nome forte da Sociedade Esportiva Palmeiras.

"Meu sonho é que nesse período que estou no Palmeiras ele seja um time vitorioso. Nada me dá mais prazer que isso. O futuro a Deus pertence", disse. "Em novembro de 2021 serei candidata a conselheira. (...) Somos 280 conselheiros, se você perguntar, todos vão dizer que sonham em ser presidente", completou a patrocinadora.

No último mês, Leila afirmou que deve renovar os contratos de patrocínio com o Palmeiras por mais três anos. Atualmente o clube recebe cerca de R$ 80 milhões das empresas de Leila Pereira. E a Crefisa deve continuar tendo relação exclusiva com o Verdão.

"Não patrocinaria outro clube além do Palmeiras. Sou conselheira, quero terminar meus dias lá. Acho inconcebível trabalhar ativamente no clube e minha marca patrocinar outro time. É um projeto pessoal e comercial, e quero que daqui uns anos lembrem da Crefisa como lembramos da Era Parmalat".

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