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Velocidade ou criação? Palmeiras avalia opções para ocupar vaga de Willian

Cesar Greco/Palmeiras
Gustavo Scarpa é uma das alternativas para a vaga aberta pela lesão de Willian Imagem: Cesar Greco/Palmeiras

Danilo Lavieri e Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

2019-01-08T04:00:00

08/01/2019 04h00

O Palmeiras conseguiu até agora manter todos os jogadores importantes da campanha do título brasileiro no elenco para esta temporada, mas terá o desfalque de uma peça crucial no primeiro semestre. O atacante Willian, atleta que mais jogou em 2018 e vice-artilheiro do time, se recupera de cirurgia no joelho e só deve voltar no meio do ano. Enquanto isso, Luiz Felipe Scolari avalia as opções para substituir o camisa 29.

As principais alternativas para fazer a função de Willian, que na maioria das vezes atuou pela ponta direita com Felipão, têm características bem diferentes entre si, variando entre pontas mais velozes, mais finalizadores ou até meias de origem. As cinco opções mais prováveis são Gustavo Scarpa, Hyoran e os recém-chegados Zé Rafael, Carlos Eduardo e Felipe Pires.

Quem larga na frente, a princípio, é Scarpa. O meia vai para sua segunda temporada no Palmeiras após um primeiro ano turbulento, em que problemas como a briga judicial com o Fluminense e uma lesão no tornozelo impediram que ele rendesse seu melhor após um investimento pesado do Verdão para trazê-lo. O estilo, claro, é bem diferente do de Willian: canhoto, Scarpa tem como principal jogada trazer a bola para dentro buscando espaço para o passe ou a finalização de fora da área.

Já Hyoran foi o principal reserva do Palmeiras para os lados do ataque durante boa parte do ano, especialmente após a saída de Keno no meio da temporada e com nomes como Scarpa e Artur no departamento médico. O meia teve bons momentos, mas caiu de produção na reta final. A comissão técnica identificou que a equipe precisava de reforços nessa posição, e a diretoria foi às compras.

Zé Rafael, contratado do Bahia, é o nome mais consolidado entre os cinco reforços que chegam para 2019. Apesar de ser tratado como meia, ele é um jogador polivalente, que pode atuar tanto aberto quanto centralizado, e tem como forte o arranque com a bola para puxar contra-ataques e servir companheiros perto do gol. No Bahia, porém, costumava atuar mais pela esquerda, hoje dominada por Dudu no Palmeiras.

As outras duas opções são apostas contratadas para atender aos pedidos de Felipão. Carlos Eduardo, ex-Goiás, viveu seus melhores momentos na equipe esmeraldina justamente como um ponta direita de muita velocidade, que buscava bastante o drible e a jogada de linha de fundo. Já Felipe Pires, emprestado pelo Hoffenheim, tem mais a característica de driblar para dentro e buscar a finalização.

No Palmeiras, Willian foi importante não apenas pela contribuição ofensiva com gols e assistências, mas também na parte defensiva, algo muito valorizado pela comissão de Felipão. Com um preparo físico invejável aos 32 anos, ele ajudou muito sem a bola, tanto pressionando a saída de bola quanto na hora de voltar e auxiliar o lateral na marcação. Essa característica será outro ponto que Scolari vai avaliar para definir quem ficará com a vaga do camisa 29 quando o time titular jogar.

Com a pré-temporada ainda no início, Felipão terá que decidir qual estilo vai querer para a posição. Ele terá pouco menos de duas semanas para isso. O Palmeiras faz sua estreia oficial em 20 de janeiro, pelo Campeonato Paulista, contra o Red Bull Brasil, fora de casa.

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