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Carioca - 2019


Dois torcedores do Vasco são atendidos no hospital após confusão

DHAVID NORMANDO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Torcedores do Vasco tiveram que ser atendidos em hospital após confusão com polícia Imagem: DHAVID NORMANDO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

2019-02-17T19:55:04

17/02/2019 19h55

Dois torcedores do Vasco tiveram que ser atendidos no Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio de Janeiro, após confusão entre a Polícia Militar e torcida do Vasco. Eles não tiveram a identidade revelada, mas um teve o ombro deslocado e o outro levou um tiro de borracha, disparado por um dos policiais.

Outros 29 torcedores foram atendidos por médicos de plantão no próprio estádio, mas foram logo liberados. A maioria foi por conta de efeito de gás lacrimogênio.

A confusão ocorreu porque torcedores do Vasco foram impedidos de entrar na final da Taça Guanabara contra o Fluminense. Alguns, mais revoltados, tentaram invadir e geraram uma ação mais contundente por parte da polícia. Bombas de efeito moral e gás lacrimogênio foram utilizados, além do disparo de balas de borracha.

Minutos depois, o Jecrim, o mesmo que vetou a entrada, liberou a presença de torcedores na final. Vascaínos e tricolores entraram no Maracanã por volta dos 30min do primeiro tempo.

Até chegar a essa decisão, muitas definições perderam sua validade em questões de tempo. Na madrugada, o Fluminense conseguiu vetar a presença da torcida por meio da Justiça.

Horas depois houve reunião na Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) e o presidente do Vasco, Alexandre Campello, junto com a PM, se responsabilizaram pela realização do duelo - com o clube assumindo risco de multa.

O problema é que o Jecrim recusou os documentos enviados pelas partes e manteve os portões fechados. Quando o relógio bateu 17h, horário do jogo, a torcida presente se revoltou e tentou invadir o Maracanã.

A polícia agiu com truculência, mas conseguiu evitar a invasão. Ninguém foi detido. Torcedores deixaram o local, mas no meio do caminho receberam a notícia que os portões seriam abertos desta vez. 

Muito porque Alexandre Campelo foi até o Jecrim e pressionou apontando a confusão que ocorria na entrada do Maracanã.  Segundo apuração do UOL Esporte, a polícia afirma que tudo seria evitado se os portões fossem abertos normalmente no horário determinado.

Por volta dos 30min do primeiro tempo, os torcedores, em grande maioria vascaínos, entraram no estádio e acompanharam o restante da final. Os jogadores lamentaram todo o ocorrido. O pai de Daniel, meia do Fluminense, também foi um dos barrados.