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Marta ultrapassa Klose e vira maior artilheira da história das Copas

Rener Pinheiro / MoWA Press
Marta comemora após marcar para o Brasil contra a Itália Imagem: Rener Pinheiro / MoWA Press

Ana Carolina Silva

Do UOL, em Valenciennes (FRA)

2019-06-18T17:31:06

2019-06-24T20:54:21

18/06/2019 17h31Atualizada em 24/06/2019 20h54

Com o gol anotado pela seleção brasileira sobre a Itália, em jogo válido pela Copa do Mundo Feminina, Marta se tornou a maior artilheira - entre homens e mulheres - da história das Copas do Mundo. Agora com 17 gols, ela superou o alemão Miroslav Klose, que fez 16.

Marta, que perdeu a estreia do Brasil contra a Jamaica e jogou apenas o primeiro tempo na segunda partida diante da Austrália, começou o jogo diante das italianas entre as titulares. Ela fazia uma atuação discreta até os 28 minutos da etapa final, quando Debinha sofreu um pênalti. A camisa 10 da seleção brasileira foi para a cobrança e não deu chances para a goleira adversária.

Marta foi substituída por Luana aos 38 minutos do segundo tempo e foi ovacionada pela torcida que compareceu ao estádio. No fim, o Brasil venceu a Itália por 1 a 0 e se garantiu nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Ao fim do jogo, Marta ainda brincou com a marca de Klose, que se aposentou dos gramados em 2016. "Será que ele vai voltar atrás e querer jogar a próxima Copa?", perguntou, rindo. Depois, dedicou sua marca histórica à luta das mulheres por igualdade.

"É da gente, gente. Não é meu. Esse recorde é nosso, é de todas nós mulheres que lutamos constantemente por melhorias em todos os setores. Eu divido com todas vocês que lutam e batalham, e ainda têm que provar que são capazes de desempenhar qualquer tipo de atividade", acrescentou.

A craque do Brasil já havia quebrado outra marca neste Mundial: tornou-se a primeira jogadora, entre homens e mulheres, a marcar em cinco edições diferentes de Copa do Mundo. E após o jogo de hoje, até a técnica da Itália, Milena Bertolini, dedicou elogios à camisa 10 brasileira.

"Eu não conheço a Marta pessoalmente, mas a conheço como jogadora. É um símbolo do futebol feminino mundial. Estamos muito felizes por ela, porque Marta e Cristiane verdadeiramente mudaram no mundo inteiro a questão de se uma mulher pode ou não jogar futebol", disse.

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