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Copa do Mundo Feminina - 2019


EUA e Holanda decidem Copa marcada por recordes e luta por igualdade

Atuais campeões, Estados Unidos são favoritos na final contra a Holanda - FRANCK FIFE / AFP
Atuais campeões, Estados Unidos são favoritos na final contra a Holanda Imagem: FRANCK FIFE / AFP

Do UOL, em São Paulo

07/07/2019 00h00

A Copa do Mundo feminina 2019 termina hoje (7). Estados Unidos e Holanda se enfrentam na final, às 12h (de Brasília), em Lyon, na França. Será a última partida de um Mundial marcado por recordes e pela luta por igualdade.

"Marco no esporte"

Elsa/Getty Images
Imagem: Elsa/Getty Images

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou na última semana que considera esta edição um marco no esporte. Ele ainda apresentou cinco propostas para o futebol feminino, entre elas a ideia de aumentar o número de seleções participantes de 24 para 32. Outra proposta é investir 500 milhões de dólares na modalidade.

Audiência maior que na Champions

Yves Herman/Reuters
Imagem: Yves Herman/Reuters

A Copa também registrou alto índice de audiência. Para se ter uma ideia, a semifinal EUA 2 x 1 Inglaterra teve mais audiência no Reino Unido do que a final da Liga dos Campeões, entre os ingleses Liverpool e Tottenham. O pico foi de 11,7 milhões de telespectadores na BBC.

Já no Brasil, a Globo registrou 32 pontos de audiência no duelo entre Brasil e França, a maior audiência durante da Copa. Foram 11 pontos acima da média nos quatro domingos anteriores. No Rio de Janeiro, a emissora chegou a 40 pontos, seis acima da média.

Marta: de recorde a desabafo

Pier Marco Tacca/Getty Images
Imagem: Pier Marco Tacca/Getty Images

A seleção brasileira caiu nas oitavas de final contra a anfitriã França e teve Marta novamente como a protagonista da equipe, mesmo que ela não tenha atuado 100% fisicamente. A jogadora marcou dois gols de pênalti e chegou a 17 em Copas, se tornando a maior artilheira da história das Copas entre homens e mulheres. Ela ultrapassou o alemão Miroslav Klose, com 16 gols.

Marta ainda chamou atenção fora dos gramados. Na derrota do Brasil contra a Austrália, a camisa 10 utilizou chuteiras pretas sem patrocínio com um símbolo azul e rosa que faz parte de uma campanha pela igualdade de gênero.

Já na vitória contra a Itália, a jogadora usou um batom escuro da empresa Avon e fez surgir a dúvida se ela havia infringido a regra da Fifa que não permite que marcas que não são patrocinadores oficiais façam propaganda de produtos durante os eventos da entidade.

Por fim, fez um desabafo depois da eliminação brasileira. Na saída de campo após a derrota para a França, Marta subiu o tom ao cobrar continuidade na evolução do futebol feminino no Brasil.

"É isso que peço para as meninas: não vai ter uma Marta para sempre, não vai ter uma Formiga para sempre, não vai ter uma Cristiane para sempre. O futebol feminino depende de vocês! Valorizem mais! (...) A gente tem de chorar no começo para sorrir no fim. Querer mais, se cuidar mais, estar pronta para jogar 90 minutos e mais 30", disse.

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