Esporte

ONG de ex-jogadora de basquete Karina tem de devolver R$ 4,2 mi por desvios

Aiuri Rebello

Do UOL, em São Paulo

07/12/2016 16h02

A ONG Pra Frente Brasil, da ex-jogadora de basquete Karina Valéria Rodrigues, terá de devolver R$ 4,267 milhões ao Tesouro Nacional por conta desvios na execução do programa de esportes para jovens Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. A decisão é do TCU (Tribunal de Contas da União) e foi publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União. 

A ONG de Karina deveria ter criado 180 núcleos do programa esportivo para atender 18.000 crianças e adolescentes, mas nunca conseguiu comprovar que concretizou os projetos. Dentre os desvios apontados no acórdão do órgão de controle, está o depósito de R$ 2,7 milhões de dinheiro público na conta da própria Karina, apresentação de notas fiscais frias para justificar gastos e  e contratação de mão-de-obra por valores acima do estipulado nos convênios, entre outras irregularidades. Cabe recurso da defesa. 

Em junho do ano passado, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 13 milhões da ex-jogadora e outras 19 pessoas. Eles são réus em dois processos criminais e um de improbidade administrativa por desvio de dinheiro público no Programa Segundo Tempo. De acordo com o MPF, Karina era a líder do esquema de corrupção que envolvia a ONG Pra Frente Brasil, criada por ela, para desviar dinheiro público em Jaguariúna (no interior de São Paulo).

Entre 2006 e 2010, a entidade celebrou nove convênios com o Ministério do Esporte, em valor total de R$ 25,9 milhões, para a execução de projetos do Programa Segundo Tempo. Em 2012, a Polícia Federal deflagrou a Operação Gol de Letra contra a entidade da ex-jogadora de basquete para investigar o caso. Karina sempre negou qualquer irregularidade. O UOL Esporte não conseguiu contato com ela ou seus advogados.

Outras ONGs estão envolvidas em desvios de verbas públicas

No fim de outubro, o UOL Esporte revelou que outra ONG acusada de envolvimento nos desvios foi condenada a devolver R$ 1,1 milhão aos cofres públicos. Paralelamente, o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou à pasta do Esporte que cobre de volta outros R$ 4,1 milhões da entidade, referentes a um convênio do programa esportivo em 2006 que nunca foi cumprido.

As duas decisões são de outubro, e outros procedimentos administrativos e processos judiciais estão em curso contra a ONG e seus representantes. Com sede em Florianópolis, o Instituto Contato recebeu R$ 39 milhões em convênios com o Ministério do Esporte, Banco do Brasil e outros entes estatais entre 2007 e 2011.

De acordo com o Ministério do Esporte em sua página na internet, o Programa Segundo Tempo "tem por objetivo democratizar o acesso à prática e à cultura do Esporte de forma a promover o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens, como fator de formação da cidadania e melhoria da qualidade de vida, prioritariamente em áreas de vulnerabilidade social". Ativo até hoje, até 2013 o programa beneficiou 4,5 milhões de pessoas em 3.600 municípios.

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