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  21/04/2007 - 17h57
Atlético só empata com Democrata, mas vai à final do Mineiro

Da Redação
Em Belo Horizonte

Sem repetir da atuação da vitória sobre o Avaí, em Florianópolis, pela Copa do Brasil, o Atlético não passou do empate em 1 a 1 com o Democrata-GV, neste sábado, no Mineirão, e garantiu a classificação à final do Campeonato Mineiro. O adversário será conhecido neste domingo, quando jogam Cruzeiro e Tupi, também no estádio da Pampulha.

O Atlético-MG volta a disputar a final do Mineiro depois de dois anos. Nas duas temporadas anteriores, o time alvinegro foi eliminado nas semifinais.

Além disso, o clube alvinegro não conquista o Estadual há quase sete anos - a última vez que levantou a taça do Estadual foi em 2000, quando derrotou o Cruzeiro na decisão.

Para tentar acabar com tal espera, o Atlético terá que superar o vencedor do confronto entre Cruzeiro e Tupi, que se enfrentam neste domingo, no estádio do Mineirão.
NA FINAL APÓS DOIS ANOS
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Como venceu a partida de ida por 2 a 1, também no Mineirão, o Atlético entrou em campo podendo perder por um gol de diferença para chegar à decisão do Estadual. Embora tudo conspirasse a favor, o jogo foi difícil para o time da capital, que enfrentou um adversário desfalcado e jogou mal. Depois de sair atrás no placar, a equipe alvinegra só empatou no segundo tempo em cobrança de pênalti polêmica de Marcinho.

Na quarta-feira passada, o Atlético viveu uma história bem diferente na Copa do Brasil. Numa atuação convincente, derrotou o Avaí, por 2 a 0, em Florianópolis, e deu passo importante para a classificação às quartas-de-final - pode perder por um gol de diferença na próxima quarta-feira, no Mineirão.

Os torcedores que foram ao Mineirão neste sábado viram outra história. O Atlético, que após dois anos volta a disputar o título do Mineiro, não foi o mesmo de quarta-feira e correu risco de não alcançar o objetivo. Os dois confrontos, que aparentemente pareciam tranqüilos para o time alvinegro, foram complicados desde o início.

A primeira partida entre ambos foi cercada de muita polêmica e esteve ameaçada de não ocorreu. A decisão do Democrata, como mandante, de jogar no Mineirão, uma vez que seu estádio não atende ao regulamento, desagradou o rival Cruzeiro, que tentou anular o jogo junto ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MG), mas não obteve êxito.

A opção de fazer os dois jogos no Mineirão causou desconfiança pelo fato de as diretorias de Democrata e Atlético serem parceiras. O clube da capital cedeu vários atletas ao parceiro e ainda arca com os salários da comissão técnica. O vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Zezé Perrella, chegou a levantar suspeita sobre o acordo do rival com o clube de Governador Valadares.

Em campo, o Democrata não deu moleza ao parceiro. Pelo contrário. No primeiro jogo, saiu à frente do placar e não facilitou a virada do Atlético. Ao final da partida, jogadores do time de Valadares fizeram questão de dizer que as críticas não tinham valor, uma vez que a equipe correu bastante.

No jogo deste sábado, mesmo desfalcado de atletas importantes - os atacantes Amílton e Leandro Carrijo, contundidos, e o volante Anderson Toto e o meia Wanderson, suspensos, não jogaram - o Democrata entrou com disposição novamente e deu trabalho. Aos 31min, o lateral-esquerdo Ernane recebeu passe perfeito de Élber e tocou na saída do goleiro Diego, para abri o placar no Mineirão.

Enquanto isso, o Atlético foi apático e pouco produziu no primeiro tempo. A atuação ruim irritou a torcida, que não poupou vaias ao time. O técnico Levir Culpi, que esta semana revelou ter recebido proposta para dirigir o Cerezo Osaka, do Japão, já recusada, manteve a formação da vitória sobre o Avaí, com o volante Germano no lugar de atacante Éder Luís.

Se deu certo na partida de Florianópolis, a mudança não surtiu efeito neste sábado. A equipe alvinegra ficou congestionada no meio-campo e encontrou dificuldade para furar a forte marcação do Democrata. "A gente combinou que entraria com esse espírito (de decisão), e a gente não conseguiu entrar dessa forma no primeiro tempo", disse o volante Rafael Miranda.

Embora a derrota de 1 a 0 ainda o garantia na final, o Atlético ficou ameaçado de ser eliminado e não disputar o título. O time voltou para o segundo tempo com a mesma morosidade da etapa inicial, assim como os passes errados e a pouca criatividade. Aos 21min, Levir Culpi sacou o artilheiro Vanderlei e promoveu a entrada de Galvão.

Aos 25min, a partida esquento no Mineirão. O árbitro marcou pênalti para o Atlético, do goleiro Villar em cima de Danilinho. O meia Marcinho precisou de duas cobranças para empatar. Na primeira, o goleiro defendeu, mas o auxiliar Márcio Eustáquio Santiago mandou voltar. Na segunda, ele tocou no canto para fazer 1 a 1. Mas a reação alvinegra parou por aí. O Democrata lutou até o final, mas acabou eliminado.

Atlético-MG
Diego; Luisinho Netto, Marcos, Lima e Thiago Feltri; Rafael Miranda, Bilu, Germano e Marcinho (Tchô); Danilinho (Éder Luís) e Vanderlei (Galvão)
Técnico: Levir Culpi.

Democrata-GV
Villar, Marcelinho, Lúcio, Rancharia e Ernane; Henrique, Glaydson, Zotti e Edilson (Rodrigo); Élber (Diego) e Rafael Souza
Técnico: José Maria Pena

Data: 21/4/2007 (sábado)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público: 25.723 pagantes
Renda: R$ 261.662,50
Árbitro: Renato Cardoso Conceição
Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago e Eduardo Henrique Vieira Campos
Cartões amarelos: Henrique, Marcelinho, Zotti, Lúcio, Glaydson, Rafael Souza, Villar, Rancharia (Democrata); Lima (Atlético)
Gols: Ernane, aos 31min do primeiro tempo; Marcinho, aos 28min do segundo tempo

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