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Proibido perder e elogiar rival: NBA aperta cerco contra trapaças

Ethan Miller/Getty Images/AFP
Magic Johnson Imagem: Ethan Miller/Getty Images/AFP

Do UOL, em São Paulo

15/03/2018 04h00

Reforçando seu regulamento e apertando o cerco contra possíveis trapaças, a NBA se mostrou mais rigorosa que o comum nas últimas semanas. Uma multa a Magic Johnson, gerente-geral do Los Angeles Lakers, por aliciamento e uma a Mark Cuban, dono do Dallas Mavericks, que admitiu que era melhor perder de olho no Draft abriram os olhos das franquias e já mudaram comportamentos ao redor da liga profissional americana de basquete.

Os Lakers já haviam sido multados em R$ 1,6 milhão por aliciamento a Paul George em agosto do ano passado. A denúncia contra a franquia de Los Angeles foi realizada pelo Indiana Pacers, que havia enviado o ala para o Oklahoma City Thunder no dia 1º de julho em troca de Victor Oladipo e Domantas Sabonis.

O negócio foi fechado após o surgimento de rumores de que George estava disposto a se transferir para os Lakers ao fim de seu contrato, que se encerra ao fim da temporada 2017/2018. Na NBA, é proibido negociar com um jogador vinculado a uma franquia. Os Pacers interpretaram que a situação derrubou o valor de mercado do jogador.

Após a denúncia, todo tipo de comunicação feita pelos Lakers foi investigado pela liga. Até mesmo participações públicas de dirigentes em programas de televisão e entrevistas concedidas a mídias impressas foram revistas. O caso terminou com a multa à franquia angelina.

O problema, de acordo com a NBA, teria sido comunicação ilegal entre Rob Pelinka, gente geral dos Lakers, e Aaron Mintz, empresário de George. Mas não parou por aí.

Participações de dirigentes da franquia angelina em programas de televisão continuaram sendo monitoradas. Em uma delas, Magic Johnson elogiou o ala grego Giannis Antetokounmpo, jogador do Milwaukee Bucks com contrato válido até o fim da temporada 2020/2021, e a NBA decidiu multá-lo em R$ 163 mil por aliciamento.

A rigorosa multa mudou comportamentos na NBA, e franquias têm tomado mais cuidado para respeitar o regulamento. Presidente dos Lakers, Jeanie Buss contou durante participação no podcast "The Full 48" que foi instruída pelos advogados da franquia a apagar um tweet em que dizia "love", palavra que significa amor em inglês de medo de a liga interpretar a postagem como aliciamento a Kevin Love, ala-pivô do Cleveland Cavaliers.

O cerco também apertou contra as equipes que não brigam por classificação para a pós-temporada. Depois de incentivar seu time a perder, Mark Cuban, dono dos Mavericks, foi multado pela NBA em R$ 1,9 milhão.

Os Mavericks têm chances remotíssimas de classificação para os playoffs desta temporada. Por isso, o dirigente, segundo seu discurso, resolveu adotar prática conhecida nas ligas americanas de esportes como "tanking".

Isso porque os piores times costumam ter as primeiras escolhas do Draft, o recrutamento anual de calouros que serve como porta de entrada para jogadores do basquete universitário americano e de ligas do exterior para a NBA. Assim, perder de propósito aumenta suas chances de escolher um futuro astro.

Igualmente longe dos playoffs, o Chicago Bulls anunciou que ia começar a poupar seus jogadores mais experientes para dar maior espaço aos jovens promissores do seu elenco. A NBA interpretou a mensagem como um possível indício de "tanking" e advertiu a franquia, que recuou.

O draft e o regulamento contra aliciamento são pilares importantes do equilíbrio que a NBA prega ter. Por isso, o cerco é costumeiramente apertado contra franquias mais populares e localizadas em grandes cidades, como os Lakers e os Bulls.

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