No adeus de Paquetá, Atlético-PR vira sobre o Flamengo no Maracanã lotado

Do UOL , no Rio de Janeiro

No adeus do Flamengo da temporada de 2019, o Rubro-negro perdeu de virada para o Atlético-PR. Em um Maracanã lotado, os paranaenses venceram por 2 a 1, com gols de Rossetto e Rony. Rhodolfo abriu a contagem para os donos da casa. Com a vitória do Atlético-MG sobre o Botafogo, o Furacão não conseguiu entrar no G-6 do Brasileiro.

A partida também marcou o ponto final da trajetória de Lucas Paquetá com a camisa do clube do coração. Visivelmente emocionado, o jogador teve alguns poucos lampejos de bom futebol, mas deixou o campo ouvindo gritos de 'time sem vergonha', em tarde de recorde de público do Brasileiro (66.046 presentes).

Sem mais compromissos no ano, o Fla entra de férias e só retoma as atividades na primeira semana de janeiro. Finalista da Copa Sul-Americana, o Furacão começa a decidir na próxima quarta-feira o título diante do Junior Barranquilla.

Paquetá no centro das atenções

Em seu último jogo pelo Flamengo, Lucas Paquetá esteve no centro das atenções no Maracanã. Mais assediado pelos mascotes, o camisa 11 chorou no Hino Nacional e reverenciou a torcida. Na arquibancada do estádio, o meia teve a torcida dos pais e da esposa.

"Espero que lá no Milan ele possa construir a mesma história linda que ele construiu no Flamengo. Ele é um atleta excepcional, ama tudo que faz", disse ao Sportv Maria Eduarda, que casou com o jogador na última segunda-feira.

Fla começa mal, mas domina

Os visitantes não se intimidaram ante os donos da casa e ditaram o ritmo do jogo no início da primeira etapa. Com boa parte da posse de bola, o Furacão foi um time melhor organizado em campo.

Com problemas na criação, o Fla sentiu a falta de Vitinho pelo lado do campo, já que Paquetá não tem as mesmas características do atacante. Aos poucos, o Fla melhorou e equilibrou o jogo, especialmente após a subida de produção de Diego.

E foi justamente dos pés do camisa 10 que surgiu a bola que resultou no gol. Aos 22, o meia bateu escanteio, Rhodolfo subiu mais que todo mundo e cabeceou para a rede. A vantagem tornou o time carioca senhor do jogo, mas o Atlético não abdicou do ataque, o que fez com que o rival tivesse espaços. Uribe, Diego e Everton Ribeiro tiveram boas chances, mas o placar permaneceu inalterado até o apito do juiz.

Sem freio

Aos 16 minutos, o atacante Marcinho tentou alcançar juma bola esticada, mas foi "longe demais". Sem conseguir frear, o atleticano foi parar atrás das placas publicitárias do Maracanã.

Virada paranaense

O Atlético-PR voltou muito mais disposto ao segundo tempo e colocou o Flamengo em dificuldades desde o primeiro minuto. Com Pablo no lugar de Cirino, o Furacão foi um time que mostrou o bom futebol que o levou à decisão da Sul-Americana.

Com vontade de de vencer, Tiago Nunes colocou Lucho González no jogo. O argentino não precisou de sequer um minuto em campo para fazer a diferença. Ele iniciou a jogada do lindo gol de Rossetto, que contou com a participação decisiva de Pablo.

Minutos depois, Lucho achou Rony, que bateu no ângulo de César e virou o jogo. O Atlético manteve o ímpeto e o Fla não teve forças para ameaçar o gol de Felipe Alves. Um resultado que premiou o time que teve mais vontade de vencer.

Confusão no fim

Em jogada isolada no meio de campo, Arão e Rony se estranharam e foram mandados embora mais cedo. O clima esquentou e sobrou um vermelho também para o técnico Dorival Jr.

Veteranos em alta

O camisa 10 foi o grande nome do jogo no Maracanã. De cabelos descoloridos, o camisa 10 da Gávea foi o responsável por iniciar as melhores jogadas da equipe. Com e sem a bola, o jogador esteve sempre bem posicionado e foi o grande maestro do Flamengo.

Pelo lado dos paranaenses, Lucho González foi "o cara". Ele começou no banco, entrou no segundo tempo e participou de forma ativa dos dois gols.

Último ato de Bandeira

A partida deste domingo representou a última como Eduardo Bandeira de Mello como presidente do clube. Na arquibancada, um grupo de não simpatizantes ao mandatário levou uma faixa em tom de deboche.

Torcedores homenageados

No jogo deste domingo, o Fla estampou o nome dos maiores contribuintes do "Anjo da Guarda". O programa prevê o repasse de 6% do Imposto de Renda para os esportes olímpicos do clube.

Casa lotada

Ainda que o jogo não valesse nada mais para a classificação do clube, a torcida não se fez de rogada e 'invadiu' o Maracanã. Na tarde deste sábado, 66.046  rubro-negros  foram ao estádio.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO x ATLÉTICO-PR

Data e hora: 02/12/2018, às 19h (Brasília)

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Público: 66.046 presentes

Renda: R$ 697.255,00

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)

Auxiliares:  Alex Ang Ribeiro (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)
Cartões amarelos:  Piris da Motta, Pará, Willian Arão, Paquetá (FLA), Wellington (CAP)

Cartões vermelhos: Willian Arão (FLA), Rony (CAP)
Gols: Rhodolfo, aos 22 minutos do primeiro tempo; Rossetto, aos 19 minutos do segundo tempo; Rony, aos 25 minutos do segundo tempo

Flamengo
César; Pará (Rodinei), Rhodolfo, Léo Duarte e Renê; Piris da Motta (Vitinho), Willian Arão, Diego, Everton Ribeiro (Berrío) e Lucas Paquetá; Uribe. Técnico: Dorival Júnior

Atlético-PR
Felipe Alves; Diego Ferreira (Lucho González), Wanderson, Zé Ivaldo e Marcio Azevedo; Wellington, Matheus Rossetto e Camacho; Marcinho, Marcelo Cirino (Pablo) e Rony. Técnico: Tiago Nunes

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