Felipão reencontra Cruzeiro, rival no 1º título no comando do Palmeiras

Danilo Lavieri e Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Antonio Gaudério/Folha Imagem

    Felipão chegou ao Palmeiras em 1997 e foi campeão da Copa do Brasil de 1998

    Felipão chegou ao Palmeiras em 1997 e foi campeão da Copa do Brasil de 1998

Luiz Felipe Scolari começou em 1997 a sua trajetória para se consagrar como um dos mais importantes técnicos da história no Palmeiras, com dois pequenos títulos. Foi em 1998, no entanto, que ele se credenciava a levantar a taça da Libertadores no ano seguinte, vencendo o Cruzeiro na final da Copa do Brasil e levantando a primeira taça de relevância. Nesta quarta-feira, o técnico reencontra adversário e competição em um Allianz Parque que vai receber mais de 30 mil pessoas.

Há algumas semelhanças entre os dois times. Naquela ocasião, o time tinha o apoio da Parmalat e, hoje em dia, o patrocínio é o da Crefisa. As duas marcas usaram dinheiro para contratações. Além disso, o reencontro marca uma revanche: há 20 anos, o triunfo alviverde vingou a derrota em 1996. Agora, uma vitória poderia ser a vingança para a eliminação no ano passado sofrida justamente para os mineiros.

Em 1998, Felipão primava por uma defesa eficiente e um meio-campo forte: a final teve Rogério, Galeano, Zinho e Alex como titulares no setor. As fichas eram depositadas em bolas paradas e na dupla de ataque formada por Paulo Nunes e Oséas. Nesta quarta, ele deve escalar um time com três volantes e apostar na velocidade de Willian e Dudu, com bolas sendo lançadas na direção de Borja, torcendo para que o sucesso se repita.

Com o que ficou conhecido como "gol espírita", Oséas garantiu o triunfo no Morumbi com quase 50 mil pessoas em 1998 e deu o primeiro título da competição para o clube. O atacante relembra que uma das melhores características do comandante era melhorar o ambiente e ajudar os atletas fora de campo.

Em sua última coletiva de imprensa, Felipão deixou claro que tem objetivo bastante semelhante. Segundo ele, a parte de campo está ajeitada, mas o comportamento de seus atletas precisa melhorar.

Antônio Gaudério/Folha Imagem
Time de Oséas em 1998 tinha apoio da Parmalat

"Falar do Felipão é fácil. Foi o treinador com o qual trabalhei mais tempo. Também foi o melhor que tive, porque me ajudava dentro e fora de campo. Ele tinha fé em mim e, em troca, eu tentava fazer sempre o meu melhor", relembrou Oséas, durante noite de autógrafos em uma Academia Store em um shopping em Catanduva, interior de São Paulo.

"O Felipão foi um pai para mim, e estou muito contente pelo seu retorno ao Palmeiras, vejo que ele já começou mostrando o grande profissional que é. Torço muito pelo seu sucesso", completou.

A relação entre os dois foi tão boa que eles voltaram a se encontrar no Cruzeiro, em 2001. Foi neste ano, inclusive, que Felipão fez seu último grande trabalho antes de ir para a seleção brasileira, no trabalho que renderia o pentacampeonato em 2002, e ficar por oito anos em trabalhos fora do país.

Para o jogo desta quarta-feira, o Palmeiras poupou alguns de seus atletas do jogo de domingo, contra o Corinthians. Willian e Moisés, por exemplo, só entraram no segundo tempo. Edu Dracena nem foi a campo. Borja e Bruno Henrique, com dores na panturrilha, nem sequer foram relacionados. Os dois, no entanto, devem ter condições de atuar. Felipe Melo e Deyverson, suspensos, são baixas confirmadas.

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