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Libertadores - 2019


Corinthians adota cartilha do otimismo, mas admite que levar gol em casa é "horrível"

Ricardo Nogueira/Folhapress
Alessandro (centro) diz que é hora de falar sobre coisas boas e evitar temas espinhosos Imagem: Ricardo Nogueira/Folhapress

José Ricardo Leite

Do UOL, em São Paulo

2012-05-22T06:01:00

22/05/2012 06h01

A semana decisiva do Corinthians para o duelo contra o Vasco, na quarta-feira, pelas quartas de final da Taça Libertadores, teve mais dos discursos de equilíbrio, paciência e tentativa de demonstrar serenidade e pouca preocupação com a parte emocional, praxe da era do técnico Tite.

CÁSSIO BRILHA EM TREINO DE PÊNALTIS; PAULINHO E JORGE HENRIQUE VÃO MAL

  • Reprodução de TV

    O Corinthians já se prepara para uma possível decisão por pênaltis, na partida contra o Vasco, pelas quartas de final da Libertadores. O time realizou treinos de pênaltis na tarde desta segunda-feira, e o goleiro Cássio se destacou. Ele defendeu dois de Jorge Henrique e dois de Paulinho.

O escolhido para participar da primeira entrevista coletiva do time, que vem de derrota no Brasileiro, foi um jogador experiente, Alessandro, 33 anos. Da equipe titular, ele só é mais novo do que Emerson, que tem a mesma idade, mas completa 34 este ano. A experiência no clube também conta: o lateral tem mais tempo de clube, mais de quatro anos, contra apenas um do atacante.

Todos os temas espinhosos para o elenco e que possam render preocupação foram tratados como “passado”, “aprendizado” e “momento diferente”, como recentes eliminações no torneio sul-americano, para o Tolima, no ano passado, e Flamengo, em 2010.

“Prefiro deixar essas duas edições que passaram para trás. Foram dois anos que aprendemos muita coisa. Mais deixamos tudo isso pra trás. É um momento diferente, a equipe é madura e sabe lidar com qualquer tipo de situação na Libertadores. Temos que confiar no que estamos fazendo”, falou o lateral.

Questionado sobre o que a derrota para a Ponte Preta, nas quartas do Campeonato Paulista, trouxe de aprendizado, o lateral se esquivou. “Muita coisa, foi um jogo ruim em um dia ruim. Mas é do futebol. É passado. Fizemos excelente campanha, fomos primeiros [na fase de classificação]. Agora é uma nova competição. Passou, aprendemos e vamos com certeza lá na frente lembrar disso. Nesse momento não vale a pena ser lembrado.”


Temor de eliminação e uma possível e futura reformulação é algo ainda mais difícil de se imaginar. “Eu acho justo não tentar falar de situação que só pode existir na quinta, sexta ou sábado. Só depois do resultado você analisa possibilidade, mudança ou não. Hoje o que podemos fazer é o nosso trabalho, nossa dedicação”, falou.

O único tema em que houve um tom mais forte, apesar de toda a blindagem inicial, foi no que diz respeito ao gol fora de casa. Com o empate sem gols no Rio, o time paulista não pode empatar com gols. Só passa se vencer ou se bater o rival nos pênaltis caso haja empate sem gols.           

“É importante conversar sobre o jogo e deixar isso de de levar gol de lado, procuramos conversar positivamente, tirar vantagens e possibilidades do adversário. A conversa tem que ser mais nessa linha do que de se tomar um gol. É muito mais na parte positiva para evitar qualquer tipo de susto”, falou o experiente lateral.

Mas, ao falar sobre as características da competição, só aí apareceu um discurso em tom mais forte sobre possíveis percalços.

“É uma fórmula que temos que nos adequar a ela. Fazer gol fora dá uma vantagem grande. Sofrer gol em casa é horrível. Talvez por isso muitas equipe são consideras retranqueiras, porque em alguns momentos tem quem ser mais defensivo. Temos que nos adequar à competição”

Apesar disso, no que depender de Alessandro, o time ainda assim só fará discursos positivos até quarta-feira às 21h50. “Eu prefiro tratar assim positivamente. Penso mais no positivo do que negativo. É uma coisa minha”