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Presidente do River Plate sobe o tom e cobra Boca Juniors: 'Venha jogar'

Divulgação/CA River Plate
Presidente Rodolfo d'Onofrio insinuou que rival quer ganhar título fora de campo Imagem: Divulgação/CA River Plate

Do UOL, em São Paulo

2018-11-28T14:12:23

28/11/2018 14h12

O presidente do River Plate, Rodolfo d’Onofrio, subiu o tom contra o Boca Juniors em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (28). O dirigente se mostrou irritado com o processo aberto pela Unidade Disciplinar da Conmebol, que puniria seu clube pelos ataques de torcedores contra o ônibus do Boca antes do segundo jogo das finais da Copa Libertadores da América de 2018. A decisão pode dar o título do torneio justamente ao Boca.

Para D’Onofrio, “está claro” que o Boca Juniors não quer jogar a segunda partida das finais, recorrendo à Conmebol para tentar ficar com o título. No jogo de ida, em La Bombonera, Boca e River ficaram no empate por 2 a 2.

“Assinamos um papel (no sábado, dia em que aconteceria a partida) para que se jogasse em 24 horas, para que fosse no domingo. Concordamos em postergar, mas nunca pensei que na mesma noite estariam escrevendo (à Conmebol) para pedir os pontos”, afirmou o presidente do River Plate.

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Para ele, o presidente do Boca, Daniel Angelici, não honrou com sua palavra, indicando que a partida ainda não ocorreu por interferência do adversário. E lembrou que até mesmo o presidente da Argentina, Mauricio Macri, tentou intervir para que a decisão em campo acontecesse.

“O presidente queria que a partida fosse jogada domingo. E é lógico, porque sabe o que significa esta imagem que demos à Argentina”, disse D’Onofrio.

“O mesmo presidente disse: convoque o senhor Angelici, chame a nós, chame Gallardo, Barros Schelotto (respectivamente os técnicos de River e Boca), a todos. Tiremos uma foto e demonstremos ao mundo que podemos jogar uma partida de futebol”, acrescentou.

Para Rodolfo d’Onofrio, é preciso demonstrar ao mundo “que alguns poucos não podem nos vencer”, em referência aos torcedores que provocaram atos de violência antes da segunda partida das finais.

“Demonstremos ao mundo que podemos. Peço encarecidamente: Angelici, venha jogar, venha jogar. Não somos tão bons, joguem, vocês podem ganhar de nós. Se o presidente do Boca está me escutando, venha jogar, respeite sua palavra”, cobrou.

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