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Tite usa braçadeira de capitão para eliminar fantasmas da Copa de 2014

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Tite começa a Copa apostando em remanescentes de 2014 como capitães Imagem: AFP PHOTO / GABRIEL BOUYS

Brunno Carvalho, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em São Paulo e São Petersburgo (Rússia)

21/06/2018 14h22

Em 2014, Marcelo fez gol contra logo na estreia do Brasil em uma Copa em casa. No último domingo, foi o capitão da seleção em mais uma abertura de Mundial. No desastre de quatro anos atrás, Thiago Silva ficou marcado pelo choro antes dos pênaltis contra o Chile. Nesta sexta, será o responsável por vestir a braçadeira no jogo mais tenso de toda a Era Tite, contra a Costa Rica, às 9h. As escolhas não são por acaso. Com seu rodízio, o treinador da seleção tenta começar a aventura na Rússia espantando os fantasmas do Brasil.

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 “O rodízio segue, a tendência é uma só: nomes experientes, acostumados com Copa e com grandes competições. Só avaliar isso e vocês terão os capitães”, disse Tite ainda em Viena, onde a seleção brasileira enfrentou a Áustria em amistoso preparatório para a Copa do Mundo.

Marcelo e Thiago Silva são, ao lado de Neymar, Willian, Paulinho e Fernandinho, os remanescentes da seleção que perdeu a Copa do Mundo em casa do jeito mais trágico possível. Mais que os colegas, no entanto, eles sofreram ao longo de todo o ciclo pela "herança" da Copa perdida, escolhidos como bodes expiatórios por Dunga na primeira metade do caminho até a Rússia. Thiago chegou a reclamar publicamente da perda da braçadeira e Marcelo foi acusado publicamente de "pouco compromisso" com a seleção. Quando Tite assumiu, ambos estavam afastados do time. 

“Se pegássemos todo mundo que foi criticado na última Copa teria terra arrasada, não teria ninguém jogando e não teria base na seleção. A vida e o futebol não são assim. Havia uma série de atletas importantes que teriam maturidade e experiência para seguir o rodízio”, explicou Tite em entrevista coletiva nesta quinta-feira (21).

Com as escolhas, Tite manda um recado ao time e aos críticos. Tanto Thiago quanto Marcelo, assim como os outros remanescentes de 2014, estão "zerados" para a Rússia, preparados para uma responsabilidade renovada. O problema é que essa aposta acontece justamente no momento de maior tensão da atual seleção, pressionada pelo empate por 1 a 1 contra a Suíça. Na véspera de um jogo decisivo, em que se espera uma seleção decidida diante da frágil Costa Rica, a escolha pelo zagueiro traz de volta seu desempenho errático como capitão na última Copa. 

"Fico bastante tranquilo com relação a isso [ser capitão]. É dar o máximo para a seleção brasileira, independentemente de estar com a braçadeira ou não. A gente consegue dividir essa responsabilidade dentro de campo. Temos características diferentes, mas estamos muito bem servidos, desde que seja decidido pelo homem", disse Thiago Silva, na única vez em que foi questionado sobre o assunto. 

O zagueiro, presença frequente na seleção brasileira desde 2008, só virou titular na reta final da competição. Primeira opção de Tite ao longo de toda a Eliminatória, Marquinhos perdeu espaço para o companheiro de clube já em 2018, em uma movimentação que surpreendeu o jovem defensor. 

“Quando o Thiago buscou titularidade, não foi porque o nível técnico estava baixo. A briga é no nível técnico dos três (Marquinhos, Miranda e Thiago Silva) jogando muito. Os três jogando muito. Thiago tem suficiente maturidade para saber o momento em que estamos, a necessidade do resultado, mas antes do desempenho que temos”, disse Tite.

A seleção brasileira enfrenta a Costa Rica nesta sexta-feira (22) com Thiago Silva capitão. A partida está marcada para as 9h (de Brasília) e é válida pela segunda rodada da Copa do Mundo.

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