Copa 2018

Sindicato cobra Fifa e seleções sobre casos de concussão cerebral na Copa

PILAR OLIVARES/REUTERS
Marroquino Nordin Amrabat cai desacordado após choque com Vahid Amiri, do Irã Imagem: PILAR OLIVARES/REUTERS

21/06/2018 09h02

"O futebol não progrediu o suficiente na gestão das concussões cerebrais", afirmou na quarta-feira (20) a FIFPro (Federação Internacional de Jogadores Profissionais), o sindicato mundial de atletas de futebol, considerando precipitado o retorno do marroquino Noureddine  Amrabat aos campos da Copa do Mundo da Rússia.

"Este é outro exemplo alarmante de um jogador em perigo. Amrabat voltou à ação muito cedo segundo as diretrizes médicas", declarou a FIFPro em um comunicado enviado à agência de notícias AFP.

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"Quatro anos depois do desastre da última Copa do Mundo, onde muitos jogadores não receberam o atendimento adequado, o futebol não progrediu o suficiente na gestão das concussões cerebrais", relatou o sindicato.

O marroquino Amrabat deixou o campo aos 27 minutos do segundo tempo na sexta-feira (15) depois de choque com um adversário na derrota por 1 a 0 para o Irã. De início, o médico marroquino deu alguns tapas em suas bochechas para despertá-lo, o que provocou uma enxurrada de críticas nas redes sociais.

O médico do Marrocos, Abderazzak El Hifti, afirmou na terça-feira (19) ter "respeitado ponto a ponto" as recomendações da Fifa.

"Recebemos uma carta da Fifa que nos lembrava das recomendações a seguir (...) respeitamos ponto a ponto, nossa intervenção foi correta", disse El Hifti em um vídeo enviado à imprensa pela Federação Marroquina.

'Não sou médico'

AP Photo/Andrew Medichini
Herve Renard, técnico do Marrocos, na partida contra o Irã Imagem: AP Photo/Andrew Medichini

Depois da partida, Amrabat passou a noite em observação em um hospital de São Petersburgo. No sábado (16), o técnico da seleção marroquina, Hervé Renard, sacou o jogador para a partida seguinte, de quarta (20), contra Portugal, pelo grupo B, em Moscou.

"Amrabat está melhorando. Voltou aos treinos, disse a ele que teria uma semana de descanso. Decidiremos [na quarta] se poderá jogar ou não", declarou o treinador, antes do vídeo divulgado pelo médico da seleção.

O jogador voltou a campo na derrota por 1 a 0 para Portugal e participou com uma proteção para a cabeça, que tirou durante a partida.

Jogou durante todo o tempo. Mas isso não seria perigoso? "Amrabat é um guerreiro, quis jogar, usou uma proteção durante a partida, seu espírito é incrível e estou feliz de ter um jogador assim", afirmou depois do jogo Renard.

"Não sou médico, os relatórios médicos são lidos por pessoas competentes, eu não sou, logo assumem suas responsabilidades e o jogador também assume as suas responsabilidades", acrescentou o técnico.

Tapia não lembra de nada

REUTERS/Ricardo Moraes
Meia Renato Tapia, do Peru, fica no chão após ser atingido por zagueiro dinamarquês Imagem: REUTERS/Ricardo Moraes

Durante esta Copa do Mundo, o volante peruano Renato Tapia também recebeu uma pancada na cabeça no sábado, na derrota por 1 a 0 para a Dinamarca.

No domingo, o jogador do Feyenoord declarou nas redes sociais: "Não me lembro de nada do que aconteceu. Apenas que era um dia especial e amo ainda mais o meu país. É o tipo de experiência com a qual aprendemos".

De acordo com um protocolo aprovado pela Fifa depois da Copa no Brasil, em 2014, marcada em particular pela concussão cerebral sofrida na final pelo alemão Christoph Kramer, o árbitro tem o poder de interromper uma partida por até três minutos nos casos de suspeita de concussão cerebral.

"O árbitro não pode permitir que o jogador lesionado continue jogando até receber a permissão do médico da equipe, que terá a última palavra", afirmou a federação internacional.

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