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Principais cartas do baralho da Fifa protagonizam jogo de escândalos e suborno

Principais cartas do baralho da Fifa protagonizam jogo de escândalos e suborno

31/05/2011 - 16h16

Escândalos, suborno e cartas marcadas mancham reeleição de Blatter

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Nesta quarta-feira, Joseph Blatter assegurará mais um mandato como presidente da Fifa, como parte de um jogo cujas cartas parecem cada vez mais marcadas. Candidato único ao cargo, o suíço não deve esperar por tranquilidade. A entidade foi assolada nas últimas semanas por uma série de acusações de suborno e uma sucessão de escândalos de compras de votos.

O próprio Blatter foi uma das pessoas investigadas e foi acusado de querer comprar votos para assegurar sua reeleição. No entanto, ele acabou inocentado pelo comitê de ética da entidade. Outros envolvidos no caso, porém, não tiveram a mesma “sorte.”

As denúncias também recaem sobre o processo de escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar). Sem dar respostas claras sobre o que está sendo feito para investigar todas as acusações contra seus membros, a Fifa apenas tenta varrer para baixo do tapete a grande sujeira que toma conta de sua estrutura.

Veja quais são as principais cartas do baralho no jogo de interesses da Fifa.

OS DIRIGENTES AFASTADOS POR SUSPEITA DE CORRUPÇÃO

MOHAMMED BIN HAMMAM
Presidente da Confederação Asiática (AFC), Bin Hammam despontava como um concorrente com chances de, enfim, destronar Blatter. No entanto, o qatariano também se viu envolvido em escândalos e desistiu de concorrer à presidência da Fifa.

Bin Hammam negou que o Qatar tivesse subornado dirigentes em troca de votos para sediar a Copa-2022. Mais tarde, o presidente da AFC teve seu nome envolvido em outro escândalo. Ele teria participado de um esquema para compra de votos na eleição presidencial da Fifa e foi suspenso pelo comitê de ética da entidade.
JACK WARNER
Vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf, Jack Warner afirmou que um tsunami atingiria a Fifa. O dirigente, porém, não escaparia ileso da onda gigante de acusações. Assim como Bin Hammam, ele é suspeito de participar de esquema de compra de votos na eleição presidencial da Fifa e foi suspenso pelo comitê de ética da entidade.

Warner denunciou uma suposta doação de Blatter à Concacaf no valor de US$ 1 milhão, em uma tentativa de assegurar que as federações da região votassem no suíço – ele depois pediu o apoio ao suíço. Ele também divulgou o polêmico e-mail enviado por Valcke.

O PRESIDENTE DA FIFA, INOCENTADO DE ACUSAÇÕES DE SUBORNO

JOSEPH BLATTER
A esperada entrevista coletiva concedida na segunda-feira sobre os recentes escândalos na Fifa explica muito do perfil de Joseph Blatter à frente da entidade. O suíço foi evasivo ao tratar do assunto e não discutiu o tema com a desejada profundidade. Ele apenas disse que “o futebol não está em crise” e reiterou que a escolha do Qatar como sede da Copa-2022 foi “limpa e legítima.”

Aos 75 anos, Blatter se vê em meio ao fogo cruzado em sua busca pelo quarto mandato como presidente da Fifa. A incerteza toma conta do cenário da entidade, já que algumas das federações leais ao suíço podem mudar sua postura após os diversos escândalos.

ELES JÁ HAVIAM TRATADO DE COPA-2014 E VOLTARAM A SE ENCONTRAR

RICARDO TEIXEIRA
As suspeitas de suborno também respingaram sobre o presidente da CBF. Ricardo Teixeira foi acusado de receber suborno. David Triesman, ex-presidente da Federação Inglesa (FA), investigou o brasileiro e outros três membros do comitê executivo da Fifa – eles teriam pedido favores em troca de seus votos para definir a sede da Copa-2018. Jack Warner, já citado, também estava entre os acusados.

Teixeira escapou ileso. “Todas as pessoas aqui são completamente inocentes de todas as acusações feitas por David Triesman”, afirmou Valcke, em nota oficial.
JÉRÔME VALCKE
Ele já causou polêmica com seus comentários sobre o estádio do Morumbi. Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa, apimentou a polêmica em torno da entidade ao sugerir que o Qatar havia comprado o direito de receber a Copa-2022, em e-mail enviado a Jack Warner (vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf).

Com a repercussão de suas declarações, Valcke recuou. Ele reconheceu que tratou do assunto com Warner, mas em “tom mais ameno” do que o divulgado. O secretário geral também anunciou o encerramento das investigações da Fifa sobre Ricardo Teixeira, acusado de irregularidades.

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