Zagueiro do Guarani admite excesso em expulsão, mas vê injustiça de árbitro

Do UOL, em São Paulo

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    Ferreira foi expulso por agressão em Rodolfo; irritado, atacou árbitro

    Ferreira foi expulso por agressão em Rodolfo; irritado, atacou árbitro

O zagueiro Ferreira, do Guarani, se pronunciou nesta segunda-feira a respeito de sua expulsão no jogo de sábado contra o Boa Esporte, em Varginha (MG), pelas finais da Série C do Campeonato Brasileiro. A equipe mineira venceu por 3 a 0 e ficou com o título do torneio.

Na partida em questão, o camisa 3 recebeu cartão vermelho por atingir o atacante Rodolfo aos 16 min do segundo tempo; irritado, Ferreira partiu para cima do árbitro Marcos Mateus Pereira, dando início a uma grande confusão no gramado do Estádio Dilzon Luís de Melo.

"O que aconteceu foi uma coisa triste para mim, para todos nós, para quem torce para mim", disse Ferreira em entrevista coletiva, tentando se justificar. "Acho que foi uma reação de uma pessoa, de um cara que trabalha muito, que está aqui há sete meses treinando todo dia. Passou filme na minha cabeça no momento que ele me deu cartão. Fiquei muito triste. A gente luta, trabalha muito", completou.

Na súmula, o juiz do jogo diz que Ferreira recebeu cartão vermelho direto por "golpear ou tentar golpear um adversário com uso de força excessiva na disputa da bola". "Expulsei de forma direta o atleta de número 3 da equipe do Guarani FC., senhor Antonio Ferreira de Oliveira Júnior, por desferir uma cotovelada na altura do peito de seu adversário de número 11, Rodolfo José, na disputa da bola, jogando-o ao solo. Após a expulsão, o atleta expulso veio em minha direção e me agrediu com um empurrão na altura do peito, me jogando ao solo. Cabe salientar que o atleta teve de ser contido pelos seus companheiros até a entrada da Polícia Militar em campo e ofereceu resistência para sair do campo de jogo", relata a súmula.

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Árbitro relata expulsão na súmula por 'golpear ou tentar golpear um adversário'

Ferreira admitiu o ato impulsivo e pediu desculpas pelo excesso, mas afirma que a tentativa de agressão não justifica um cartão vermelho direto como o aplicado antes do empurrão no árbitro.

"Não é fácil para mim ser expulso daquela forma, injustamente. Até agora estou tentando imaginar alguma coisa que eu fiz para poder levar cartão. Não querendo justificar meu erro, eu errei, não podia ter feito aquilo, empurrar o árbitro… Mas é questão de segundo", defendeu-se. "Também acho que fui expulso injustamente. Todo mundo sabe, tem acompanhado redes sociais", completou.

Em seu depoimento, Ferreira criticou Rodolfo – que, segundo ele, "forçou ali e simulou uma coisa que não existiu". O camisa 3 ainda afirmou que o árbitro cometeu um erro "pior ainda" na expulsão.

"Não quero justificar meu erro, mas também acho que precisa ter consciência do que pode acontecer comigo. Peço que vejam o outro lado, o erro do jogador do Boa, a expulsão do árbitro. Todos podem ser julgados de uma forma leal. Falo de coração aqui e estou muito triste com a situação", disse o zagueiro.

"Todos sabem que sou cara do bem, positivo, sempre legal para quem está perto. Sou comprometido com o que faço - às vezes por isso me excedi um pouco. Quando faço, é de coração, nada querendo aparecer. Aquilo acabou me deixando nervoso. Não foi um surto, não sou maluco para ficar surtando. Aquilo foi um momento", completou.

Lucas Figueiredo/CBF
Em jogo tumultuado, Boa venceu o Guarani por 3 a 0 e conquistou a Série C 2016

Apoio da diretoria

O presidente bugrino, Horley Senna, ofereceu seu apoio ao atleta no caso da expulsão e da agressão. Segundo o dirigente, "todo atelta do Guarani" terá respaldo do clube em casos como o de Ferreira.

O caso pode parar na Justiça, uma vez que o Guarani criticou a Polícia Militar de agredir torcedores e integrantes da comissão técnica da equipe paulista. O árbitro, por sua vez, registrou um boletim de ocorrência contra o defensor do Guarani.

"Um erro não justifica outro", disse Senna. "Erro não justifica. Foi uma tentativa de agressão, (mas) não vejo como agressão. O tenente procurou (Ferreira) no saída do estádio para levar à delegacia e fazer ocorrência. Ele já tinha ido embora, como outros atletas. Ele sequer foi notificado, foi expulso, foi para o vestiário e foi embora. Não tinha como voltar. Assumimos compromisso e estaremos lá quando for notificado. Ele será representado", completou.

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