MP abre inquérito contra Vasco; Eurico nega relação com organizada

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Bruno Braz/UOL

    Eurico Miranda no julgamento do Vasco, no STJD

    Eurico Miranda no julgamento do Vasco, no STJD

Em meio ao julgamento que puniu o Vasco com a perda de seis mandos de campo pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva por conta dos graves incidentes no clássico com o Flamengo em São Januário, o presidente cruzmaltino, Eurico Miranda, negou as suspeitas do Ministério Público de que ele possua relações estreitas com a organizada Força Jovem, que está suspensa dos estádios. O órgão abriu um inquérito civil, por por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Consumidor, que pode levar o dirigente, inclusive, a ser destituído do cargo.

O MP quer apurar as responsabilidades do clube e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na violação das normas do Estatuto do Torcedor que tratam da segurança dos torcedores e da regular comercialização dos ingressos.

"Partir de acusações absolutamente sem provas de que o Vasco tem ligação com integrantes de organizadas, membros proibidos de entrar em estádios... Mentira! O Vasco não tem nenhuma! O clube nunca recebeu nenhuma relação de quem podia ou não podia entrar", argumentou Eurico durante seu depoimento no STJD, concluindo posteriormente:

"Querer atribuir ao Vasco, dizer que o Vasco tem ligação com a sua torcida. Pelo amor de Deus! Aquilo não é torcida do Vasco, são meia dúzia de vândalos. Aquilo vem de fora para dentro. O Vasco não tem nenhuma associação com vândalos, nenhuma associação com Black Blocks. A quem interessava que alguma coisa acontecesse ali? Ao Vasco? É coisa externa. Isso que deve vir a ser apurado pelas autoridades. Mas a instituição? Pelo amor de Deus. Não pode pagar severamente pelo que vem acontecendo".

A instauração do inquérito teve por base peças de informação encaminhadas pelo Grupamento Especial de Policiamento nos Estádios (GEPE) da Polícia Militar que, supostamente, demonstram a presença constante de integrantes da organizada dentro de São Januário, seja trabalhando como seguranças do clube durante partidas oficiais, seja em um dos camarotes do estádio, conforme fotos divulgadas nas redes sociais.

O Ministério Público também se baseou no flagrante feito pelo UOL Esporte da prática de cambismo com ingressos referentes ao plano "sócio-torcida", criado pelo clube para atender as organizadas do clube ao preço de R$ 10 por bilhete.

"A vinculação do Vasco da Gama, através de seu presidente Eurico Miranda com a torcida organizada Força Jovem do Vasco, sabidamente violenta e atualmente punida com ordem de afastamento de toda e qualquer arena esportiva por conta de envolvimento de seus integrantes em episódios de violência extrema, incrementa e concorre para a insegurança do consumidor-torcedor frequentador dos estádios", destaca a Promotoria de Justiça em trecho do documento.

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