Carille flerta com Corinthians de Tite em 2012 ao escalar time sem camisa 9

Diego Salgado e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

O técnico Fábio Carille surpreendeu o Palmeiras ao escalar o Corinthians sem centroavante no clássico marcado pela vitória alvinegra por 2 a 0 em Itaquera. Ao adotar a tática, o treinador encontrou um antídoto para a falta de boas opções de referência do ataque e ainda repetiu a opção de Tite na campanha do título da Libertadores em 2012.

No triunfo sobre o Palmeiras neste sábado (24), o Corinthians entrou em campo com dois volantes e uma linha de quatro jogadores mais à frente. Romero atuou pela direita, com Clayson à esquerda. Rodriguinho e Jadson jogaram lado a lado, por dentro do meio-campo.

Em 2012, Tite usou a mesma tática após o centroavante Liedson apresentar problemas físicos. A partir do último jogo da fase de grupos, o time atuou com dois meias (Alex e Danilo), além de dois atletas abertos (Emerson e Jorge Henrique).

A opção de Carille deixou o Corinthians mais encorpado no meio-campo e com mais condições de reter a bola. Foi dessa forma, por exemplo, que o time abriu o placar. No lance, o time trocou 29 passes seguidos em pouco mais de 80 segundos. No desfecho da jogada, Rodriguinho fez 1 a 0 após uma jogada individual.

"A maior virtude, o maior ponto foi a mudança tática. Eles assimilaram bem, jogando sem o camisa 9 e com dois meias flutuando o tempo inteiro, fazendo a bola chegar nesses atletas", disse Carille.

Ale Cabral/AGIF
Rodriguinho atuou na linha de quatro do meio-campo e marcou um golaço

Até então o treinador sempre tinha escalado um centroavante na temporada 2018. Primeiro, apostou no turco Kazim. Nos últimos jogos, em Júnior Dutra, que atuava pelo lado no Avaí no ano passado.

Para Jadson, destaque no primeiro tempo, o Corinthians se saiu bem no teste planejado por Carille antes da estreia na Libertadores - o time enfrenta o Millonarios na Colômbia na próxima quarta-feira.

"Ele deu essa ideia de eu e o Rodriguinho jogar centralizado, fez até um treino meio que escondido para a gente chegar de surpresa no jogo. O primeiro tempo surpreendeu o Palmeiras porque sempre tinha quatro no meio contra três e superioridade numérica. Sempre tinha um sobrando e isso ajudou a gente ficar com a bola", frisou o camisa 10.

"Explicou para a gente que queria que a gente trabalhasse bem a bola. Mesmo sem um jogador na frente, a gente trabalhou bem as triangulações. Claro, a gente teve boas oportunidades no primeiro tempo e no segundo", completou Jadson, que perdeu um pênalti na etapa final.

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