Após derrota no dérbi, Roger "ajusta" discurso e põe peso extra em clássico

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Vorley/AGIF

    Já classificado, Palmeiras de Roger não vence há quatro jogos no Paulistão

    Já classificado, Palmeiras de Roger não vence há quatro jogos no Paulistão

O Palmeiras lidera a classificação geral do Campeonato Paulista e já está classificado para as quartas de final, mas a sequência de quatro partidas sem vencer na competição começa a acender o sinal amarelo dentro do próprio time. Sabendo que uma vitória no clássico contra o São Paulo, nesta quinta-feira (8), será essencial para sustentar a tranquilidade, o técnico Roger Machado já faz um discurso ligeiramente diferente do que pregava antes do dérbi contra o Corinthians, há duas semanas.

Na ocasião, o treinador se esforçou para não dar importância excessiva ao clássico contra o maior rival. Disse que era um jogo diferente, sim, mas que o trabalho ainda estava no início, que a partida não decidiria nada e que não era saudável dar a ela um peso emocional excessivo.

"O clássico já tem um envolvimento emocional grande, e tem que tomar cuidado para não virar o fio, para que a motivação excessiva não acabe prejudicando. Tem que fazer o jogo com muita concentração, mas também com leveza. É um jogo diferente, não dá para classificar como jogo normal, mas também tem que entender que é o primeiro clássico de uma fase classificatória do Paulista, que pode haver outros ou não", disse Roger à época.

O Palmeiras perdeu o dérbi por 2 a 0, e entre as principais críticas recebidas estava o fato de o time ter entrado com menos "apetite" que o rival. Ainda invicta na temporada até então, a equipe alviverde foi inferior a um Corinthians que lutava contra maus resultados e via no clássico a chance de reverter a maré ruim do início de ano.

A "ressaca" da derrota foi curada com um 3 a 0 sobre o Junior Barranquilla na estreia da Libertadores, mas o revés por 1 a 0 para o São Caetano em casa, na última rodada do Paulista, devolveu a tensão. Mesmo com um time quase totalmente reserva e que atuou junto pela primeira vez no ano, Roger e os jogadores ouviram vaias pesadas no Allianz Parque após o apito final. Com os empates anteriores contra Linense e Ponte Preta, foi o quarto tropeço seguido no Estadual.

"Com relação ao clássico, a partir de amanhã a gente começa a pensar nele. É a quarta partida que não vencemos no Paulista, e isso faz o clássico ainda mais importante", disse Roger após o jogo com o São Caetano, na única declaração sobre o São Paulo que o treinador deu durante a semana. Ele fechou o único treino antes do jogo, nesta quarta (7), e também não concedeu coletiva.

Roger já deu mostras neste início de trabalho no Palmeiras que prefere tomar suas decisões unicamente com base do que observa nos treinos e jogos, sem dar muito peso ao contexto fora de campo. Um exemplo claro foi a escalação de Bruno Henrique, nome até então muito contestado pela torcida, como titular na estreia da Libertadores – o volante correspondeu com dois gols, em infiltrações na área rival que haviam sido pedido explícito do treinador. Após ver seu time vaiado no Allianz, porém, o técnico sabe que o momento é de reverter o clima e silenciar as "cornetas".

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