São Paulo rejeita medalhões e quer vitalidade para reforçar meio e ataque

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo

  • Thiago Ribeiro/AGIF

    Willian Arão festeja gol do Flamengo; volante é "exemplo" do que o Tricolor quer

    Willian Arão festeja gol do Flamengo; volante é "exemplo" do que o Tricolor quer

Com as duas laterais já reforçadas e a zaga bem resolvida, o São Paulo tem um foco bem definido para atuar no mercado a partir de agora. A diretoria quer reforçar o meio de campo e o ataque. E, dentro dessas posições, tem um perfil ideal de jogador para contratar, que passa pelo que é considerado o auge físico na carreira de um atleta.

O Tricolor entende que tem um elenco confiável e com boas virtudes, mas que está muito dividido entre jovens criados na base, de no máximo 22 anos, e medalhões de boa técnica, já com mais de 30 anos. É justamente a faixa etária "descoberta" pelo grupo atual que os dirigentes querem explorar.

Obviamente, ter entre 23 e 29 anos não vai garantir ninguém como contratação para o técnico André Jardine e sua comissão. A procura é por nomes dessa idade que apresentem maior vigor físico, que possam ajudar o time tricolor a ser mais agressivo e rápido em campo. O volante Willian Arão, por exemplo, é visto como um modelo que se encaixa nessa ideia - a sequência do negócio pelo meio-campista depende da definição do novo presidente do Flamengo.

O atleta tem 26 anos e mostra potência física para um estilo de jogo mais intenso, além de ter boa presença de área. Desde que chegou ao Rubro-Negro, em 2014, fez 25 gols. No São Paulo, para efeito de comparação, Hudson também chegou em 2014 e, somando o empréstimo para o Cruzeiro em 2017, soma sete tentos apenas.

Mas a busca por esse perfil não ficará restrita aos volantes. O São Paulo quer um meia mais criativo para concorrer com Nenê e pensa em contratar até dois jogadores de lado para o ataque - esses, naturalmente, já costumam ser mais velozes. No caso da armação, a preocupação com a necessidade de ter atletas de maior vigor físico faz o Tricolor analisar com cuidado os nomes apresentados à diretoria.

Edwin Cardona, colombiano que virou reserva no Boca Juniors e que nos últimos anos foi oferecido diversas vezes no Morumbi, é visto como um bom valor técnico, mas sem a intensidade necessária. Mais corpulento, menos ágil, ocuparia um espaço que hoje já tem Nenê, aos 37 anos, e Diego Souza, por exemplo.

Outro colombiano que já passou pelo filtro são-paulino é Jarlan Barrera, destaque do finalista Junior Barranquilla na Copa Sul-Americana. O meia ainda tem 23 anos, mas já é titular há duas temporadas e mostra mais volume de jogo. O problema é que o Tigres, do México, tem um pré-contrato com o armador. O jogador só voltaria a estar em foco caso os mexicanos decidissem emprestá-lo por um ano, como já se veiculou no país norte-americano.

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